13/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Defesa Civil do Estado instala central para monitorar risco de impacto, em rios do Amazonas, do vazamento de óleo ocorrido no Equador

Publicado em 10 de junho, 2013

O Subcomando de Ações de Defesa Civil do Amazonas (Subcomadec), em parceria com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e as Forças Armadas, vai instalar, a partir do dia 20 de junho, em Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), uma central para monitorar possíveis impactos nos rios do Estado de um vazamento de óleo cru, ocorrido no dia 31 de maio na província de Sucumbíos, no Equador.

Conforme informações de autoridades equatorianas, fortes chuvas provocaram um deslizamento de terra que causou o rompimento de um oleoduto da empresa Petroecuador EP, com o derramamento de cem mil barris do produto.

De acordo com o titular do Subcomandec, tenente-coronel Roberto Rocha, a partir do dia 20, técnicos do Ipaam, Ibama e da Defesa Civil vão fazer análises técnicas para verificar se as águas do rio Solimões foram contaminadas. “O governador Omar Aziz disponibilizou todos os órgãos necessários incumbidos de trabalhar nessa ação emergencial e, caso haja algum tipo de problema, nós estamos preparados para dar apoio, seja com a doação de água, ou outro tipo de ação”.

Segundo o analista químico do Ipaam, Francielho Araújo, por conta do volume das águas dos rios, caso algum tipo de resíduo chegue até o Estado do Amazonas, os efeitos só começarão a ser notados a partir do dia 20 de julho. Ele, porém, não acredita nessa possibilidade.

O comandante do 9º Distrito Naval, vice-almirante Sávio Nogueira, informou que o governo brasileiro, por meio da Marinha, vem monitorando os trabalhos de contenção do óleo, que até o momento não atingiu outras áreas além do território do Equador. Ele afirmou que as chances de resíduos do derramamento chegarem ao Brasil, especificamente em Tabatinga, são pequenas, mas as autoridades estão atentas ao caso.

“Por conta do volume de água, as chances de chegar aqui no Amazonas são remotas, mas a Marinha está pronta para atender qualquer demanda com a disponibilização de meios navais para que, em conjunto com outros organismos, façam coleta de água para análise”.

Defesa Civil e Marinha têm trabalhando em conjunto com as forças armadas do Peru, país vizinho ao Equador e que também está em estado de alerta por conta do vazamento. Segundo o capitão de corveta, Anthony Sotomayor, as notícias recebidas pelo governo peruano dão conta de que o vazamento foi controlado ainda no Equador, não atingindo o Peru.

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