Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, 200 alunos da escola estadual Estelita Tapajós, no bairro Educandos, Zona Centro-Sul, realizaram, na manhã desta quarta-feira, uma ação de limpeza em um dos principais espaços públicos do bairro, a praça Antônio Plácido de Souza.
Organizadora da atividade, a professora Elizandra Vieira Braga afirmou que com o gesto, a escola mostra sua preocupação com a preservação das áreas verdes da comunidade. “Hoje é uma data muito especial. Acreditamos que o bairro precisa valorizar sua paisagem. Nada melhor do que começarmos por um lugar que freqüentamos diariamente”, disse Elizandra.
O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Organização das Nações Unidas em 1972 para marcar a abertura, no dia 5 de junho, da Conferência de Estocolmo, que foi a primeira reunião com representantes do mundo inteiro para discutir a relação entre o homem e a natureza.
No mutirão de limpeza da praça, os alunos também realizaram pintura, recolheram lixo e plantaram mudas. Convidada pela a escola, a comunidade também participou da ação.
“Esse é um tipo de trabalho que deve ser estimulado em todas as escolas. Pois essas crianças podem contribuir para a educação ambiental dos pais delas em casa”, declarou o padre Amarildo da Silva, pároco da igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada em frente à praça Antônio Plácido de Souza.
Para o religioso, o desafio das escolas é fazer com que os ensinamentos transmitidos aos alunos sejam adotados por eles como estilo de vida. “Eu atribuo o descuido com os recursos naturais na nossa sociedade a uma questão cultural. As pessoas não conseguem perceber que uma ação particular tem impacto no coletivo”, comentou padre Amarildo.
A gestora da escola, Celeste Marreiro, defendeu que é preciso aliar informação à sensibilidade. “Sempre defendo que há informação suficiente e por isso é necessário ter consciência da importância de mantermos o equilíbrio do meio ambiente. O que falta é sensibilidade das pessoas. Essa atividade permite que os alunos se sensibilizem com o tema, e por conseqüência, a comunidade”, afirmou Celeste.
Leonardo Lopes, de 16 anos, morou quatro anos de sua infância no município de Coari. Segundo o estudante, a passagem pelo interior o colocou em contato com a natureza e o ajudou a descobrir a importância de gestos como o de plantar uma árvore.
“Ajudava meus pais e avós, plantando e colhendo milho, castanha. Gostava bastante. Era uma vida muito boa. Gosto desse tipo de atividade que a escola realizou. Sempre vou participar, pois lembra o tempo que eu morei no interior”, comentou Leonardo.
Assim como Leonardo, Rayemely Moreira da Silva, de 11 anos, mostrou-se animada com a forma com que a escola escolheu para comemorar do Dia Mundial do Meio Ambiente. “Já varri, pintei e plantei árvores. Isso valoriza mais o ambiente. Na minha casa, tinha uma árvore grande, mas tivemos que cortar porque estava invadindo o quintal da vizinha”, contou Rayemely.
A coordenadora da Coordenadoria Distrital de Educação 2 (CDE 2), Mirian Verdes, elogiou o trabalho proposto aos alunos da escola Estelita Tapajós. “Toda escola precisa de momentos como esse. Em que ela tira os alunos de dentro das quatro paredes da sala de aula e permite essa integração com a comunidade. Quando faz isso, a instituição cumpre o seu papel social”, comentou Mirian.
Coordenadoria 2
A escola Estelita Tapajós é uma das 35 unidades de ensino da Zona Centro-Sul da capital que recebem assessoramento pedagógico e administrativo da CDE 2. Segundo Mirian, ao longo de toda a semana, as escolas sob sua jurisdição trabalharam com os alunos assuntos relacionados ao meio ambiente.
A escola Estelita Tapajós fica localizada na rua Manoel Urbano, ao lado da praça Antônio Plácido de Souza. A escola foi fundada em 1964 e, em 2012, teve o prédio reformado e ampliado, pelo governador Omar Aziz.
Após a reforma a escola foi equipada com 14 salas de aulas climatizadas, salas administrativas, espaço recreativo, refeitório, cozinha, quadra poliesportiva e sala para o projeto ‘TV Escola’.
A unidade de ensino ganhou ainda um laboratório de informática, um laboratório de ciências e um auditório com capacidade para 150 lugares. A escola atende atualmente 1.036 estudantes, sendo 576 no período matutino e 460 no período vespertino.
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