A empresa Chehuan & Cia Ltda informou ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), nesta segunda-feira, dia 13 de maio, que vai esperar a descida das águas do Rio Negro para que os tanques de óleo sejam removidos da orla do São Raimundo quando estejam totalmente fora da água.
A decisão foi tomada pelos dirigentes da Chehuan baseada na avaliação operacional realizada na última quinta-feira (9) quando a estratégia de colocação de uma cinta ao redor do tanque mais pesado para içá-lo por dois guindastes colocados em balsas diferentes se mostrou insegura e de alto risco. No dia seguinte as operações foram suspensas e nesta segunda-feira (13) foi tomada a decisão de esperar a descida das águas do Rio Negro.
O chefe de fiscalização do IPAAM, Raimundo Nonato Chuvas, disse que a Chehuan vai manter as bóias de contenção em torno dos tanques e continuar o monitoramento da área e fazendo as intervenções necessárias à medida que o Rio Negro for baixando de nível e os tanques forem ficando no seco.
“Eles (a Chehuan) vão manter os tanques sob monitoramento e o IPAAM também vai estar monitorando até que o rio baixe e a operação de retirada dos tanques seja finalmente executada. O IPAAM não pode forçar a empresa a executar um procedimento de risco, pois qualquer novo acidente traria dano ambiental ainda maior e os prejuízos à empresa também seriam redobrados operacionalmente e pela aplicação de novas penalidades ambientais”, explicou Raimundo Chuvas.
Entendo o caso – No dia 26 de março, uma balsa a serviço da empresa Chehuan & Cia Ltda que transportava em seu convés quatro tanques, contendo o produto derivado de petróleo CAPCM20, adernou e dois tanques caíram no Rio Negro. Desses dois tanques que caíram, um vazou cerca de 15 mil litros do produto, provocando uma mancha de óleo de 900 metros quadrados na superfície do rio. O outro foi para o fundo, mas não houve vazamento.
A mancha de óleo foi logo contida pela colocação de barreiras de contenção e pela imediata ação de limpeza providenciada pela Chehuan. O IPAAM fez o monitoramento desde as primeiras horas do acidente ambiental.
A empresa foi multada pelo IPAAM em R$300 mil no dia 1º de abril “por causar poluição por derramamento de substância derivada de petróleo em níveis tais que podem resultar em danos à saúde humana ou provocar a mortandade de animais e destruição significativa da biodiversidade”, conforme auto de infração.
O saneamento da mancha de óleo foi concluído no dia 9 de abril e a empresa passou a planejar o processo de retirada dos tanques. Na quarta-feira, 8 de maio, iniciaram a logística da operação que seguiu-se por dois dias, sendo interrompida na sexta-feira e agora adiada até que os tanques fiquem fora da água com a baixa do nível do Rio Negro.
Acompanhe o caso desde o início pelos links:
http://www.ipaam.am.gov.br/noticia.php?cod=539
http://www.ipaam.am.gov.br/noticia.php?cod=538
http://www.ipaam.am.gov.br/noticia.php?cod=517
http://www.ipaam.am.gov.br/noticia.php?cod=516
http://www.ipaam.am.gov.br/noticia.php?cod=515