A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) realizará, de 8 de abril a 8 de maio, uma exposição arqueológica com fragmentos de itens recolhidos da área escolhida como alvo do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus III (Prosamin), localizada no Igarapé de São Raimundo, contribuinte da Bacia do São Raimundo, entre a Avenida Kako Caminha e a foz no rio Negro. A visitação é no horário comercial.
A exposição faz parte de um trabalho de pesquisa realizado pelos alunos do curso de Arqueologia da UEA e tem o apoio do Instituo de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entre os artigos que estarão em exposição estão manilhas, louças, tijolos e cerâmicas caracterizados por cores, formas e desenhos de diferentes épocas.
Além de fragmentos, peças praticamente intactas, como moedas e uma garrafa de grés, típica do final do século XVIII, também poderão ser vistas no local. Estará à disposição dos visitantes, ainda, uma pequena mostra das camadas do solo estudadas no local. “Esses itens recontam parte de uma história. São indicadores de época”, acrescenta um dos alunos do curso, Daniel Comapa.
A coordenadora do curso, Arminda Mendonça, explica que se trata de uma exposição pioneira, na área de Arqueologia Urbana, que é um segmento da Arqueologia Histórica. “A história não se mede pela antiguidade, mas pela sua importância. E é por isso que ficamos tão satisfeitos em apresentar à comunidade esse trabalho”, destaca.
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