03/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Justiça condena dois policiais civis a mais de seis anos de reclusão e decreta perda de cargo público

Publicado em 22 de março, 2013

Os policiais civis Frank José Rodrigues Abrahim e Pedro Rocha da Silva Neto, além de Heron Cordovil da Silva, que se passava por policial civil, foram condenados a mais de seis anos de reclusão pelo crime de extorsão.  Na sentença da juíza titular da 5ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, Andrea Jane Medeiros, os policiais Frank José Rodrigues Abrahim e Pedro Rocha da Silva Neto também perdem suas respectivas funções na Polícia Civil do Amazonas. No mesmo, processo Sabrina Colares Xavier foi absolvida.

Frank José Rodrigues Abrahim e Pedro Rocha da Silva Neto foram condenados a seis anos e seis meses de reclusão. Heron Cordovil da Silva teve a pena fixada em seis anos de reclusão. Todos cumprirão em regime semiaberto.

Na denúncia feita pelo Ministério Público do Estado do Amazonas à 5ª Vara Criminal da Comarca da Capital, contra Frank, Pedro, Heron e Sabrina Colares, consta que no dia 14 de janeiro de 2011, por volta das 17h, Marcelo Ferreira de Vasconcelos teve seu veículo interceptado por policiais civis, os quais imputavam-lhe a prática de crime sexual contra duas jovens que o acompanhavam, sendo uma delas Sabrina Colares Xavier, e a outra, uma adolescente de 16 anos.

A vítima assumiu aos policiais que acabara de sair do motel com as duas jovens, argumentando em sua defesa, somente haver mantido contato físico com aquela que já havia atingido a maioridade, Sabrina Colares Xavier. Segundo a vítima, dois dos três denunciados entraram no carro de sua propriedade e um deles assumiu a direção do veículo, e então, ao invés de conduzi-lo até uma delegacia de polícia, exigiram a importância de R$ 10 mil. Como não tinha o dinheiro, a vítima propôs o pagamento em pneus, mercadoria com a qual trabalha.

Mas os acusados não contavam que o rapaz viesse a passar mal em razão da dependência de medicamentos para o controle do diabetes. A vítima foi conduzida a uma drogaria e, posteriormente, ao SPA do Alvorada, Zona Oeste. Lá, foi deixado para o atendimento médico, mas um deles deixou o número de telefone no prontuário do paciente. Passados três dias do episódio, um dos policiais voltou a procurá-lo para o recebimento do “acerto”, mas a vítima decidiu procurar a Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública onde foi aberto um inquérito.

Aplicavam golpe

Ouvidas, as jovens confessaram que haviam sido recrutadas pelos três primeiros denunciados para executar um golpe na cidade, que consiste em arranjar clientes para um “programa sexual”, levá-los a um motel e dali repassar uma mensagem, via telefone celular, aos seus recrutadores, dando conta de onde estavam e do número da placa do veículo do “cliente”, tudo de forma a propiciar a sua abordagem logo na saída do motel.

A partir de então, os policiais, mediante a imputação da prática de crime sexual contra menores, extorquiam as vítimas. No decorrer das investigações apurou-se que Heron Cordovil da Silva não pertence aos quadros da Polícia Civil, embora se tenha apresentado como policial, conforme os autos.

Iranduba

A 1ª Vara da Comarca de Iranduba julgou e condenou em Júri Popular, nesta quinta-feira (21), Jaime Pascoal da Silva, preso há um ano e dez meses, acusado de fratricídio (homicídio contra o próprio irmão), cometido em março de 2011. Jaime foi condenado, por maioria dos votos, a 19 anos de reclusão. O réu teve como defensor, o advogado Mozart Bessa Neto, que atuou como voluntário.

Considerado um dos mais rumorosos casos ocorrido no município nos últimos anos, Jaime foi acusado de matar seu irmão gêmeo, a golpes de terçado. O crime teria acontecido, segundo relatos à época, após uma discussão por um prato de comida.

A sessão se deu no auditório da Câmara Municipal de Vereadores de Iranduba e faz parte de um mutirão do Tribunal do Júri da Comarca do município, iniciado em 13 de março e que já resultou na condenação de três réus em três processos por crimes contra a vida.

Julgamento adiado

O julgamento dos três acusados de matar o policial civil José Albérico da Cruz Andrade em 2008, foi adiado para o dia 10 de maio deste ano. O julgamento seria realizado nesta sexta-feira (22), no 1º Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis, mas em razão da ausência de uma testemunha considerada “chave” pelo Ministério Público, teve a data alterada.

A defesa solicitou a revogação da prisão preventiva dos acusados Givaldo José dos Santos, José Henrique Silva de Andrade e Adonias Júnior Cardoso Filho, porém, o juiz Eliezer Fernandes Júnior, que presidia a sessão do Tribunal do Júri, entendeu que somente José Henrique e Anonias poderiam aguardar o julgamento em liberdade.

Givaldo José dos Santos, 34, é acusado de matar o policial civil José Albérico com um tiro no rosto, no bairro Japiim. O crime teria sido encomendado por José Henrique e Adonias, por conta de uma dívida proveniente da venda de um veículo.

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