28/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Projeto do Polo Naval conciliará os interesses das comunidades

Publicado em 09 de março, 2013

O projeto do Polo Naval do Amazonas conciliará os interesses econômicos e socioambientais da região em que deve ser instalado, nas imediações do Lago do Puraquequara. A afirmação é do secretário de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico Airton Claudino, durante a audiência pública realizada nesta sexta-feira, 8 de março, na Assembléia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), para debater a situação das populações tradicionais e ribeirinhas frente ao projeto que está sendo elaborado pelo Governo do Amazonas.

“Nossa intenção é integrar a comunidade ao projeto. Abrir novas frentes de negócios para os produtores da área, e não esvaziar os nichos de economia que já existem na área. Quem está naquela região a vida inteira, trabalhando, vai continuar lá até quando quiser”, destacou Claudino, ao ser questionado sobre a possível retiradas das comunidades para a implantação do novo distrito naval.

A audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal e Comissão do Meio Ambiente da ALE-AM, reuniu membros das comunidades Jatuarana e São Francico do Tabocal, entre outras, e lotou o plenário Rui Araújo da ALE-AM. Presidida pelo procurador da República, Leonardo Andrade Macedo, a mesa contou com a presença do deputado Sinésio Campos (PT), Luiz Castro (PPS), e representantes de instituições como o Ministério Público Estadual.

Uma das preocupações recorrentes dos líderes comunitários que se manifestaram durante a audiência foi quanto ao fato de o Governo do Estado ter editado um decreto instituindo uma parte da região como de interesse público, sem que os moradores fossem consultados. Segundo Airton Claudino, a comunidade não foi ouvida porque a área ainda não tinha sido definida de fato. “Os estudos ainda não tinham sido concluídos. O decreto foi editado para evitar uma possível especulação imobiliária na área”, detalhou o secretário.

Claudino enfatizou que não há interesse do Governo do Estado de desapropriar quem trabalha e produz. “É o contrário. A ideia é promover o desenvolvimento socioeconômico dessa região, oferecendo melhores condições para essas comunidades”, afirmou.

Sobre o projeto – O futuro distrito naval deve ocupar uma área de 38,8 quilômetros localizada na região do Puraquequara. O projeto prevê a instalação de dois grandes estaleiros, seis estaleiros de médio porte e outros 60 de pequeno porte. A indústria naval do Amazonas emprega atualmente 12 mil pessoas, sendo o terceiro maior gerador de emprego do País neste segmento.

A implantação do Polo Naval, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan), terá sua primeira etapa concluída em até três anos e deve gerar cerca de 20 mil empregos diretos e movimentar negócios de aproximadamente R$ 1 bilhão com a construção de barcos esportivos e de luxo, lazer, turismo, além de flutuantes, balsas e pequenos embarcações.

O Amazonas conta atualmente com 37 estaleiros de pequeno porte e uma frota regional estimada em 50 mil embarcações. A estruturação do polo naval do Amazonas conta com a parceria da Suframa, sindicatos de empresas e trabalhadores, e instituições de fomento, pesquisa e desenvolvimento. Desde janeiro do ano passado, vêm sendo delineadas ações para a implantação do polo naval.

Veja mais notícias em Releases

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.