A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) abriu sindicância para esclarecer como ocorreu a fuga dos onze detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na segunda-feira (15). A sindicância tem prazo de 30 dias para ser finalizada e deve também investigar se houve facilitação para a fuga por parte dos agentes disciplinares que fazem a segurança interna do presídio.
A Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública foi acionada para apurar a conduta dos policiais militares que faziam a vigilância externa da unidade no momento da fuga dos detentos, informou o Secretário Marcio Meirelles. A vigilância interna do Compaj é feita por agentes de disciplina contratados de forma terceirizada.
“A empresa terceirizada já foi chamada para prestar esclarecimento. Se for comprovado que houve facilitação para a fuga, os envolvidos irão responder criminalmente. Esse levantamento documental vai ser encaminhado para a Polícia Civil que vai iniciar inquérito para investigar o caso”, disse.
Como resposta imediata ao caso, o policiamento na área externa do presídio será reforçado. “É importante frisar que atuamos em constante interlocução com a Secretaria de Segurança Pública e o entendimento, nesse momento: é necessário reforçar o policiamento para uma resposta imediata à segurança de todos os estabelecimentos prisionais”, frisou o secretário.
PM prende foragido – Um dos foragidos do Compaj foi recapturado por policiais militares da 13ª Cicom, na manhã desta terça-feira (16). O detento Elias Braga da Silva, 22, que cumpria pena por roubo, foi encontrado pelos policiais em uma residência localizada na Rua Rouxinol, no bairro Fazendinha, zona leste de Manaus. A PM está à procura dos outros dez foragidos.
Denúncias sobre a localização dos presos foragidos podem ser feitas através do 190, de forma anônima.
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