Foi lançado nesta quarta-feira (26), em Manaus, o Programa Pró-Amazônia: Biodiversidade e Sustentabilidade, que irá destinar R$ 25 milhões para projetos de implantação de redes de cooperação acadêmica no país voltadas para pesquisas entre instituições de ensino superior e demais instituições que se enquadram nos termos do edital e que estejam em consonância com as demandas do país quanto ao fortalecimento das ações de biodiversidade, meio ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento.
O Programa, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), tem parceria com as fundações de amparo à pesquisa dos estados da região Amazônica. O lançamento ocorreu na sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), durante reunião do Fórum Nacional de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação da região Norte (Foprop/Norte).
Na avaliação do reitor da UEA, José Aldemir de Oliveira, o programa tem um papel muito importante para a formação de recursos humanos avançados (mestres e doutores) na região amazônica. Ele destaca que a atual carência de doutores na região inviabilizam a atração de mais recursos para a pesquisa de modo geral.
“É um programa para a Amazônia. Com a ajuda dele, a região vai formar mais e novos recursos humanos, fortalecendo os grupos de pesquisa já existentes e contribuindo para a criação de outros”, acrescentou Oliveira.
Os detalhes do programa estão descritos no edital que será lançado nesta quinta-feira (27) e poderá ser consultado diretamente no portal da Capes (capes.gov.br). Além da possibilidade de custear despesas relacionadas à execução dos projetos, como passagens aéreas, alimentação e hospedagem, o Pró-Amazônia também prevê o fomento a quatro modalidades de bolsa: iniciação científica, doutorado, pós-doutorado e professor visitante nacional.
“Os interessados devem consultar o edital a partir desta quinta-feira e até 30 de novembro ele estará disponível. Já no mês de março próximo iniciarão as ações”, antecipa o presidente da Capes, Jorge Guimarães, que está em Manaus em decorrência deste lançamento.
Ainda segundo o presidente da Capes, no caso dos alunos bolsistas de iniciação científica, há uma particularidade interessante. “Esses estudantes serão convidados a se deslocarem, em seus períodos de férias, para grandes centros de pesquisa, já consolidados e renomados, a fim de que possam ver de perto e aproveitar as experiências dessas instituições localizadas, por exemplo, no Sul e Sudeste do país. Todas as despesas para isso serão custeadas pelo Programa”, antecipou.
Os recursos serão liberados ao longo dos próximos quatro anos. A cada ano, até 15 projetos serão contemplados, sendo que ao fim de cada ano todos eles serão avaliados por uma equipe técnica da Capes. Essas avaliações serão fundamentais para a liberação dos recursos ano a ano, até a sua conclusão, em quatro anos. Entre as temáticas a serem apoiadas estão agroecologia, fármacos, sustentabilidade em núcleos urbanos, biotecnologia.
Participaram da solenidade de lançamento do Pró-Amazônia reitores e pró-reitores de Pesquisa e de Pós-Graduação de 12 universidades federais, quatro universidades privadas, além de titulares e representantes docentes de diferentes instituições de ensino e de pesquisa da região amazônica.
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