Pesquisa, realizada pela Federação das Indústrias e Centro da Indústria do Estado do Amazonas, revela que 36% dos profissionais de nível técnico, 33% dos engenheiros e 31% dos trabalhadores de nível superior ainda são oriundos de outros estados.
Trinta e quatro por cento de 100 empresas escolhidas pela FIEAM e CIEAM responderam a pesquisa, percentual que equivale a 50% dos postos de trabalho do parque industrial.
Realizada de julho a setembro, a sondagem foi supervisionada pela Coordenadoria de Relações do Trabalho e Emprego da FIEAM, liderada pelos executivos Genoir Pierosan e Ocimar Melloni.
O estudo tem por objetivo buscar alternativas para minimizar o problema da falta de profissionais qualificados para atender as demandas do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Genoir Pierosan, que também dirige a Yamaha, explica que a pesquisa mostra que há disponibilização de qualificação profissional nas instituições ligadas às indústrias, com algumas deficiências mínimas, mas falta interesse dos empresários em conhecer e contribuir com as atividades realizadas pelas instituições.
Ele destaca que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Amazonas) possui um canal de relacionamento com a indústria com a finalidade de adequar os conteúdos programáticos de acordo com as necessidades das empresas.
A Coordenadoria de Relações do Trabalho e Emprego da FIEAM realizou a pesquisa como ponto de partida para alinhar esforços e iniciativas de agentes de formação, instituições de ensino públicas e privadas de todos os níveis educacionais, em curto, médio e longo prazo, além de consolidar a cultura industrial junto à sociedade com o propósito de atrair e reter talentos para a indústria amazonense.
Segundo Ocimar Melloni, a deficiência do contato entre indústrias e instituições de ensino reflete na contratação de mão de obra de local. “O que precisamos está disponibilizado no SENAI, porém nós, da indústria, estamos falhando em utilizar melhor a instituição que nos apoia e oferece a formação industrial. Devemos estar alinhados com as instituições e dar mais oportunidade aos trabalhadores amazonense, promovendo essa formação aqui no Amazonas”, destacou Melloni.
A carência de trabalhadores qualificados é predominante nos setores de mecânica, eletroeletrônica, elétrica, ferramentaria, automação, processo e qualidade. De acordo com a pesquisa, a demanda atual e para os próximos cinco anos por profissionais de nível médio será em automação, contabilidade e manutenção, e para nível superior, as áreas mais solicitadas serão materiais, eletrônica e produção.
O questionário aplicado no PIM apresentou as melhores instituições locais de formação de nível médio, com destaque para o SENAI e Fucapi, seguidas da Fundação Nokia de Ensino e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFAM). Quanto à formação de nível superior, as quatro primeiras instituições acadêmicas apontadas foram Universidade Federal (UFAM), Universidade Estadual (UEA), Fundação de Análise, Pesquisa e Inovação (Fucapi) e Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa).
Por conta dos resultados da pesquisa e pelo direcionamento da missão do SENAI de promover a educação e a transferência de tecnologias industriais, a premissa da tratativa dos pontos identificados neste trabalho será inicialmente realizada junto com a instituição que faz parte do Sistema FIEAM.
“O SENAI tem experiência em educação profissional e dissemina esse conhecimento há mais de cinco décadas no Amazonas. Vamos desenvolver um trabalho conjunto para adequar cursos, contribuir com a melhoria da formação profissional, bem como reduzir as lacunas de competência, oferecendo mais profissionais qualificados no mercado e promover a inovação e competitividade da indústria amazonense”, declarou o diretor do SENAI/AM, Aldemurpe Barros.
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