Depois de passar por quatro estados brasileiros, a exposição bilíngue sobre a vida e a obra da primeira mulher a conquistar um prêmio Nobel, a cientista polonesa radicada na França Marie Curie, poderá ser conferida pelo público amazonense. Promovida pela Aliança Francesa Manaus em parceria com a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), a exposição “Marie Curie: uma mulher à frente de seu tempo” será aberta no próximo dia 8 de agosto, às 14h, com palestra da diretora escola de idiomas, Thérèse Aubreton, no auditório da Fundação, localizado no Bloco B, portaria 2, na avenida Governador Danilo de Matos Areosa, 381, Distrito Industrial.
“Para nós é um orgulho trazer à Manaus essa exposição, não apenas pela cientista, mas pelo exemplo de mulher que foi Marie Curie. Ela conseguiu se destacar como pesquisadora em uma época em que as universidades eram território masculino. Poder mostrar um pouco dessa trajetória de luta e dedicação para a comunidade é muito gratificante”, comentou Thérèse.
A professora de Química do Ensino Médio da Escola Fucapi, Ariany Ferreira Santos, destaca a importância da mostra, não apenas para os estudantes dessa área, mas para toda a sociedade. “Marie Curie e o marido dedicaram a vida para estudar a radioatividade, fenômeno até então desconhecido. Graças a esses estudos, hoje o fenômeno está popularizado e possui vários usos em nosso cotidiano, como nos exames de raio-X, tratamentos de radioterapia e na geração de energia”, explica.
A exposição fica aberta à visitação no local até o dia 31 de agosto, das 8h às 22h. Depois de Manaus, ela segue para Belém, Fortaleza, Natal, Recife e Aracaju.
Sobre Marie Curie
Marie Skodowska Curie (1867-1934) é hoje um dos nomes mais importantes da ciência juntamente com seu marido, o professor de física Pierre Curie. Ela ganhou dois prêmios Nobel, o primeiro em 1903, em virtude de seus estudos sobre radioatividade; em 1911 recebeu outro prêmio pela descoberta dos elementos Polônio e Rádio.
O trabalho não foi fácil: o local de trabalho de Marie Curie era um laboratório improvisado em um galpão, cujo telhado tinha goteiras e o chão era terra pura, com instrumentos antigos, sem nenhuma sofisticação. Mas nem por isso as pesquisas desta cientista fracassaram, pelo contrário, levaram a identificação de três diferentes tipos de emissão radioativa – mais tarde chamados de alfa, beta e gama. Foi ela também que criou o termo radioatividade.
Marie Curie morreu em 1934, depois de muitos problemas de saúde, provavelmente em razão da contínua exposição à radiação.
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