Com o objetivo de melhorar a prevenção e atenção aos casos de hepatites, o Governo do Amazonas, em parceria com as organizações não governamentais “RNP + Amazonas”, “Orquídeas GLBT”, “Garotos da Noite” e “Fórum Amazonas de Aids” realizam, até esta quinta-feira, a 1ª Jornada de Hepatites Virais. O evento, que acontece na Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado, discute estratégias para um controle mais eficaz das hepatites e apresenta as experiências desenvolvidas no Estado.
Formas de prevenção, diagnóstico e tratamento para hepatites estão no centro dos debates, com a participação de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde que trabalham diretamente no atendimento dos pacientes diagnosticados. No ano passado, o Estado registrou 1.254 diagnósticos de hepatites, segundo dados da Coordenação Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais.
“O que nós esperamos é alertar a população sobre a hepatite. Levar para a sociedade as formas de prevenção da hepatite viral e, com isso, diminuir o número de casos por falta de conhecimento e cuidado”, enfatizou o presidente da Associação Garotos da Noite, Dartanhã Silva, que participa da organização do evento.
Doença viral, a hepatite ataca o fígado e pode evoluir para casos de cirrose e câncer, se não for diagnosticada e tratada a tempo. Considerada por especialistas como uma doença silenciosa, muitas pessoas demoram a buscar diagnóstico para identificar se possui um dos cinco tipos de hepatites (A, B, C, D e E). As hepatites geralmente não apresentam sintomas identificáveis pela pessoa contaminada. Os primeiros sinais se manifestam depois de algum tempo. Cansaço, tontura, ânsia de vômito, olhos amarelados, urina escura e fezes mais claras são alguns deles.
Nos últimos anos, a doença recebeu atenção diferenciada com foco na redução dos casos e na descoberta da infecção das pessoas com maior rapidez. Devido às semelhanças na forma de transmissão, os programas de prevenção e atenção das hepatites e do HIV/Aids foram unificados pelo Governo do Estado. Em dezembro do ano passado, a coordenação das atividades das doenças também passou a funcionar conjuntamente.
Esse ano, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 851 mil para qualificação das ações de vigilância e saúde para os casos de doenças hepáticas no Amazonas. Outra novidade implementada para maior controle foi a adoção do teste rápido para identificar hepatites dos tipos B e C.
Segundo o coordenador Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, Noaldo Lucena, o procedimento de identificação de casos, que é parecido com o empregado para o HIV, permitiu melhorar o controle, agilizando a identificação dos casos.
O resultado do teste rápido sai em cerca de trinta minutos. Quando dá positivo, o paciente é encaminhado para exames sorológicos, que identificam o tipo da doença. A ideia é expandir o procedimento para o interior do Estado e, com isso, levar o tratamento com mais rapidez para a população.
“Fomos informados que os testes serão ampliados. A nossa ideia é justamente interiorizar essas ações tanto do diagnóstico quanto do tratamento e acompanhamento dos pacientes. Nossa preocupação é montar retaguarda para que esses pacientes não cheguem a casos tão graves”, disse.
As hepatites são doenças transmissíveis através de relações sexuais, alimentos contaminados e contato com sangue e objetos como seringa, agulhas, canudos, escovas de dente, barbeadores e alicates de cutícula.
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