O índice de infestação pelo mosquito da dengue, na capital amazonense, caiu de 2,7%, em abril, para 2% em julho, conforme levantamento realizado pela Prefeitura de Manaus, entre os dias 2 e 13 deste mês. Apesar da redução no índice geral da capital, o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, faz um alerta à população da zona Leste da cidade que, no levantamento, apresenta o maior Índice de Infestação Predial pelo mosquito transmissor da doença. As áreas com maior problema estão, principalmente, nos bairros Tancredo Neves, Jorge Teixeira e Coroado.
Pelos parâmetros do Ministério da Saúde, o resultado apurado pelo Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa), na capital, é de médio risco para casos de dengue, patamar que vai de 1% a 3,8%. Este foi o terceiro LIRAa do ano, em Manaus. Para realizar o levantamento, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) inspeciou 26.996 imóveis, distribuídos por todas as zonas da cidade.
De acordo com o secretário, o levantamento mostrou que, na zona Leste, os riscos estão associados, principalmente, aos depósitos de armazenamento de água no nível do chão (como camburões, por exemplo), que são mantidos sem tampa. A água limpa e parada é propícia à proliferação das larvas do mosquito Aedes aegypti. “É muito importante que a população não se descuide desses detalhes. Camburões, tanques e outros depósitos do tipo, utilizados para armazenar a água para o consumo doméstico, devem receber uma proteção e ser permanentemente vistoriados para identificar se há presença de larvas do mosquito da dengue”, orienta Deodato.
Executado trimestralmente, o LIRAa é uma das ferramentas utilizadas pela Semsa, para orientar as ações de controle da dengue na capital, permitindo que sejam priorizadas as áreas onde há maior infestação do mosquito transmissor da doença. O levantamento também permite identificar os principais tipos de criadouros que estão favorecendo a proliferação do mosquito transmissor da doença.
No primeiro LIRAa do ano, realizado entre 9 e 20 de janeiro, o índice de infestação pelo mosquito da dengue, na capital amazonense, estava em 3,4%. Em abril, quando foi realizado o segundo levantamento, o indicador baixou para 2,7%.