Os técnico-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) decidiram pela continuação da greve por tempo indeterminado, uma ação junto ao Ministério Público Federal denunciando a ilegalidade do processo de terceirização de serviços pela UFAM, a realização da atividade Universidade na Praça, nesta sexta-feira (29), e também iniciaram uma discussão para inviabilizar a realização do Vestibular 2013 e a paralisação da TV UFAM. As propostas foram aprovadas na assembléia geral da categoria realizada pelo Sintesam (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas) na manhã desta terça-feira (26), no hall do ICHL, Campus Universitário.
Na reunião também foi anunciada a participação de representantes do Comando Nacional Unificado de (CNUG) em uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado do Brasil em favor da educação e das reivindicações dos servidores e docentes das universidades federais que estão em greve. A audiência deverá acontecer em julho e será agendada pela senadora Vanessa Graziottin. Compromisso firmado com a categoria na reunião do Comando Local de Greve em que participou na segunda-feira. Encontro no qual os dirigentes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) também anunciaram apoio ao movimento dos técnico–servidores e docentes.
Quanto a denuncia ao MPF sobre a terceirização de serviços que vem sendo executada pela Universidade, a categoria acusa que 70% dos serviços da instituição estão sendo realizados através desse mecanismo que somente pode ser adotado diante da extinção de cargos. Do contrário, a Universidade estaria infringindo a Lei que regulamenta a terceirização no serviço público. Diante da constatação, a categoria vai apresentar denúncia ao MPF para coibir a prática.
Do calendário de greve, a principal atividade a ser empreendida pela categoria é a Universidade na Praça, que será realizada na próxima sexta-feira (29), em local a ser definido. A atividade terá como objetivo mostra à sociedade os motivos da greve e a situação de precariedade em que se encontram as universidades federais do Brasil. Os técnico-servidores pretendem mostrar os serviços que a Universidade presta à sociedade como os da área de saúde realizados pelo ambulatório Araújo Lima e o Hospital Francisca Mendes.
O coordenador Geral do Sintesam, Carlos Almeida, destacou a necessidade de o movimento mostrar às pessoas que instituições como o HUGV e Francisca Mendes são da Universidade Federal do Amazonas. “Daí, o processo de privatização não é somente uma ameaça aos servidores, mas á toda a sociedade”.
Na assembléia também foi apresentada a proposta de inviabilização do Vestibular, que ainda somente é realizado nos municípios do Estado, e a paralisação das atividades (tirar do ar) a TV UFAM. Diante da complexidade dos temas, a categoria decidiu aprofundar a discussão na próxima assembléia que será realizada na próxima terça-feira (03).
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