O Governo do Estado irá promover, a partir de quinta-feira (28), o I Simpósio de Dermatologia do Amazonas. O evento, que prossegue até sexta-feira (30), é coordenado pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Seccional Amazonas (SBD/AM). Tem o objetivo de atualizar os conhecimentos técnicos dos profissionais de saúde sobre o diagnóstico e tratamento das doenças dermatológicas mais comuns na região amazônica. O simpósio acontecerá no auditório Dr. Luiz Montenegro, na sede da FMT, avenida Pedro Teixeira, nº 25, bairro Dom Pedro, a partir das 8h.
O evento terá como palestrantes médicos especialistas em dermatologia e infectologia da FMT-HVD, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, da Universidade Federal de Rondônia, da SBD/AM e contará, também, com a participação de outros profissionais renomados no Amazonas, que atuam em unidades da Secretaria de Estado da Saúde (Susam). As inscrições podem ser feitas no site http://www.fmt.am.gov.br. Estão abertas para profissionais das redes estadual e municipal de saúde.
A diretora presidente da FMT-HVD, Graça Alecrim, afirma que terão destaque no evento as orientações sobre doenças dermatológicas e infectoparasitárias tropicais com incidência no Amazonas, como é o caso da leishmaniose, hanseníase e sífilis. “Trataremos de doenças cujos primeiros sinais se manifestam na pele do paciente, como é o caso da sífilis. Sem o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, a doença pode avançar para a sua forma grave, trazendo complicações cardíacas de neurológicas, anos mais tarde”, frisou. De janeiro a maio deste ano, foram registrados 30 novos casos de sífilis em adultos, na FMT-HVD.
Graça Alecrim esclarece que o diagnóstico precoce também é fundamental nos casos de leishmaniose, em função das dificuldades de manter a doença sob controle no Brasil. O mosquito flebotomíneo, transmissor da doença, vive em áreas de florestas e, por causa disso, não tem como ser combatido com inseticida, pois o produto não pode ser utilizado em regiões de mata. Também não existe vacina contra o protozoário da leishmania, o que dificulta uma ação preventiva em larga escala. “As ações mais eficazes continuam sendo a prevenção individual, além da identificação rápida da doença, para tratamento adequado. Por esse motivo, é importante manter as equipes treinadas”, explicou.
A dirigente esclarece, ainda, que a manifestação mais comum da leishmaniose são as úlceras (feridas na pele), que no início podem aparecer como pequenos pontinhos apostemados. Sem o tratamento adequado e em tempo hábil, diz ela, a úlcera pode evoluir e deixar lesões irreversíveis. A maioria dos pacientes que chega à unidade já está com a doença há mais de dois meses, em média. O tratamento dura cerca de 30 dias.
O coordenador do setor de Dermatologia da FMT-HVD, Fábio Francesconi, explica que o Ambulatório de Dermatologia da Fundação é uma das unidades de referência no Estado, para o tratamento desse tipo de doença. O especialista frisa que, no ambulatório há, também, departamentos específicos para o tratamento de pacientes com leishmaniose, micoses humanas e HIV/Aids.
O dermatologista destaca que, durante o evento, os participantes também irão atualizar os conhecimentos sobre outras doenças, como a herpes, que também gera manifestações de pele nos pacientes infectados. “Há, inclusive, um tipo de herpes que, quando manifestado em pacientes jovens, pode ser indicativo de que a pessoa contraiu HIV. Pode ser a primeira manifestação do paciente soropositivo”, alertou.
PROGRAMAÇÃO
28 de junho – quinta-feira
8h- 8h30 – Abertura
8h30 – 8h50 – Acometimento dermatológico na dengue – Dra. Maria Paula Mourão
8h50 – 9h10 – Manejo de infecção herpética – Dra. Valeska Francesconi
9h10 – 9h30 – Sarcoma de Kaposi – Dr. Fabio Francesconi
9h30 – 10h – Debates
10h – 10h30 – Intervalo
10h30 – 10h50 – Co-infecção Leishmaniose HIV – Dr. Jorge Guerra
10h50 – 11h10 – Co-infecção Histoplasmose HIV – Dra. Lucilaide Oliveira
11h10 – 11h30 – Co-infecção Esporotricose HIV – Dra. Maria Clara Galhardo
11h30 – 11h50 – Co-infecção Clamídia HIV – Dr. Alex Panizza
11h50 – 12h – Debates
12h – 14h – Intervalo para Almoço
14h – 14h25 – Diagnóstico laboratorial da sífilis – Dr. Geraldo Majela Soares
14h25 – 14h50 – Diagnóstico das micobacterioses cutâneas- Rossicléia Monte
14h50 – 15h15 – Alterações histológicas da sífilis secundária – Dra. Emilly dos Santos Franco
15h15 – 15h40 – Biologia Molecular das Micoses Humana – Dr. João Vicente
15h40 – 16h – Debates
16h – 16h30 – Intervalo
16h30 – 16h55 – Paracoccidioidomicose – Dr. Antônio Carlos Francesconi
16h55 – 17h20 – Diagnóstico não invasivo das micoses sistêmicas- Dr. Cipriano Jr
17h20 – 17h45 – Lobomicose – Dr. Alex Panizza
17h45 – 18h – Debates
29 de junho – sexta-feira
8h – 8h25 – Estafilococcia pós piodermite – Dra. Marcia Damian
8h25 – 8h50 – Tratamento das infecções de partes moles – Dr. Marcelo Cordeiro
8h50 – 9h15 – Acometimento dermatológico no acidente ofídico – Dr. Fabio Francesconi
9h15 – 9h40 – Amiloidose e doenças infecciosas – Dr. Omar Lupi
9h40 – 10h – Debates
10h – 10h30 – Intervalo
10h30 – 12h – Estudos de casos
12h – 14h – Intervalo para o Almoço
14h – 14h25 – Epidemiologia da Leishmaniose – Dr. Jorge Guerra
14h25 – 14h50 – Epidemiologia da Esporotricose – Dra. Maria Clara Galhardo
14h50 – 15h15 – Epidemiologia da Hanseniase – Dra.Valderiza Pedrosa
15h15 – 15h40 – Epidemiologia das DST – Dra. Adele Benzaken
15h40 – 16h – Debates
16h – 16h30 – Intervalo
16h30 – 16h40 – Micetoma – Dr. Antônio Carlos Francesconi
16h40 – 16h50 – Foliculite Decalvante – Dr. Cipriano Jr
16h50 – 17h – Pitiríase Versicolor – Dra. Patricia Motta
17h – 17h – Onicomicose – Dra. Christiane Matsuo
17h10 – 17h20 – INF no tratamento do herpes recorrente – Dr. Omar Lupi
17h20 – 17h30 – Histoplasmose- Dr.ª Virgínia Vilasboas
17h30 – 17h40 – Micobacteriose atípica- Dra Luciana Mendes
17h40 – 18h – Debates
30 de junho – sábado
8h – 10h – Estudos de casos
10h – 10h30 – Intervalo
10h30 – 11h – Encerramento