Com o objetivo de promover a inclusão social de crianças com algum tipo de deficiência no calendário de atividades culturais do Estado, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), reserva uma vez ao mês o Largo São Sebastião, no Centro, como espaço totalmente dedicado à diversão dessa parcela da população, através do projeto “Estação Fazendo Arte”.
No último sábado, 23 de junho, o projeto teve sua primeira edição no Largo reunindo dezenas de crianças em torno de atividades lúdicas, brincadeiras de roda, narração de histórias, teatro, jogos e brincadeiras educativas. A programação é gratuita. O “Estação Fazendo Arte”, que segue recomendação do governador Omar Aziz de dar atenção especial às pessoas com deficiência, reuniu no mesmo espaço crianças com ou sem deficiência, com brincadeiras adaptadas para atender ambos os públicos.
Conforme o calendário da Secretaria de Cultura, a segunda edição do evento acontece no dia 14 de julho, no Largo de São Sebastião, a partir das 17h.
Segundo a coordenadora do evento, Layla Lopes, a ideia de incluir crianças com deficiência no universo das outras vai além da questão do lazer. “O que nós queremos é fazer com que desde pequenas as crianças saibam lidar uma com as outras, respeitando as limitações e as diferenças”, destacou Layla, ao acrescentar que o projeto é fruto da Assessoria de Inclusão à Pessoa Com Deficiência (AICP), um núcleo criado pela Secretaria de Cultura focado em desenvolver projetos que promovam a acessibilidade nos eventos culturais organizados pelo Estado.
De acordo com Layla, no projeto “Estação Fazendo Arte”, a inclusão é trabalhada através dos jogos educativos. “Temos jogos da memória para cegos. Esse mesmo jogo é aplicado a uma criança com a visão saudável, que tem os olhos vendados e tem de usar o tato para ganhar a brincadeira. Além de ser muito divertido, essa criança acaba conhecendo a limitação da outra”, observou.
Até quem já não é mais criança, como no caso de Jade Oliveira de Lima, 18, que nasceu com deficiência visual, o espaço serviu para ela ensinar outras crianças, com ou sem deficiência, como criar coisas com origami.
“Quando se permite a troca de experiência entre as pessoas, independentemente de deficiência, além da inclusão social está se quebrando paradigmas de que as pessoas são diferentes. Nós deficientes temos capacidade de praticamente as mesmas coisas dos não deficientes, basta uma única oportunidade”, disse.
O vendedor Gerlani Araújo, 36, acredita que ter um espaço reservado para a interação do filho dele, que é autista, vai desmistificar o conceito que as pessoas têm sobre a doença. “A maioria das pessoas veem o autista como uma pessoa agressiva, em alguns casos isso acontece, mas não pode ser generalizado”, comentou.
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