O Banco de Leite do Amazonas, que funciona na Maternidade Ana Braga, precisa de novas doadoras. Segundo a enfermeira responsável pelo Banco, Jucimery Silva, nos últimos meses houve uma acentuada queda no número de doadoras e no estoque de leite humano, utilizado para alimentar bebês internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e que não podem ser alimentados pela própria mãe.
“Nos três primeiros meses desse ano nós percebemos que o número de doadoras foi diminuindo gradativamente e estamos preocupados, pois o leite materno doado é a garantia de alimentos para os bebês que estão nas UTIs”, destaca a enfermeira.
Segundo a enfermeira o banco já está desenvolvendo algumas ações para recrutar novas doadoras, entre as quais está a de sensibilização das mães dentro da própria maternidade Ana Braga. “Nós fazemos visitas diárias as enfermarias para informar as mães sobre a existência do Banco de Leite e que elas pode ser doadoras”.
A enfermeira destaca que qualquer mãe em fase de amamentação e que possua leite materno excedente pode ser doadora.O Banco faz uma avaliação clínica da mãe e do bebê e a partir da primeira coleta, o procedimento pode ser feito em casa, pela própria doadora.
Ela destaca ainda que as mães são orientadas pela equipe do banco com relação às orientações sobre a coleta e o armazenamento do leite e que também fazem a distribuição de um folheto com todos os passos para o manejo e conservação adequada do leite, incluindo cuidados higiênicos e a imediata manutenção do produto em freezer ou congelador.
Além da coleta de leite para doação a bebês impedidos de receber leite da própria mãe, o Banco de Leite do Amazonas também desenvolve o projeto “Pronto Socorro da Mama”, com sistema de pronto atendimento a mulheres com mastite (inflamação da mama), durante o período de lactação. Mães que deixaram de amamentar ou não iniciaram a amamentação por algum motivo também podem utilizar o Banco para um processo de incentivo à produção de leite. É oferecido, ainda, atendimento a mulheres com hipogalactia (pouco leite), fissura mamilar (rachadura no bico) ou ingurgitamento (empedramento dos seios).
“Toda mulher que apresentar qualquer dificuldade para amamentar pode nos procurar. Temos uma equipe capacitada para ajudá-la a amamentar seu bebê, independente de ser doadora ou de ter tido o bebê na nossa maternidade ou em qualquer outra da rede pública ou privada”, afirma Jucimery Silva.
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