A Justiça suspendeu ontem (14.12) os efeitos da liminar que a obrigava a Nokia a reintegrar ex-funcionários desligados no último mês. A informação é da assessoria de comunicação da empresa. Segundo decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª região, se consideradas as 263 demissões ocorridas no ano de 2011 por iniciativa da empresa, “apenas 56 delas envolveram servidores com histórico de afastamento com recepção de auxílio-doença”. A decisão aponta ainda que “não ficou provado que os trabalhadores tiveram suas capacidades laborativas prejudicadas”.
Em nota distribuída à imprensa, a Nokia diz que essa decisão descartada a hipótese de discriminação e reconhece que foram cumpridos todos os requisitos legais para a realização destes desligamentos. “A Nokia adota diversas práticas de ergonomia, entre elas o formato de postos de trabalho em células em vez de esteira e ginástica laboral, entre outras”, diz a nota.
A empresa também reitera que os desligamentos (2% do total de funcionários) foram necessários para adequar a força produtiva à atual demanda do mercado. “Houve um aumento expressivo nas vendas no primeiro semestre de 2011 que não se manteve no restante do ano, por conta de uma acomodação do mercado e, eventualmente, reflexo do que vem acontecendo mundialmente na economia. É importante ressaltar que, mesmo com os últimos desligamentos, a Nokia tem um saldo de contratações positivo em mais de 200 funcionários ao longo de 2011”, informa a nota.
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