27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Abandono da saúde indígena será tema de discussão na ALEAM, nesta quinta

Publicado em 14 de dezembro, 2011

O abandono da saúde indígena no Estado do Amazonas e o atual processo de centralização da Fundação Nacional do Índio (Funai), denunciado pelos líderes do movimento indígena, serão os temas abordados em cessão de tempo marcada para esta quinta-feira (15), às 10h, no plenário da Assembleia Legislativa (ALEAM).

De acordo com o deputado Sidney Leite (DEM), que propôs a discussão, foram convidados para a reunião 18 organizações indígenas, além de representantes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Funai, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiab), Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind), Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Conselho Estadual da Saúde e Conselho Gestor da Política Indígena do Estado.

“Queremos ouvir, debater e encaminhar as reivindicações das representações indígenas, que denunciam a falta de atendimento médico, de remédios, o desvio de recursos da saúde e outros problemas. Queremos que essas informações cheguem aos Ministérios da Justiça e da Saúde, à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e ao Gabinete da Presidência, para que as providências necessárias sejam adotadas com urgência”, afirmou Sidney Leite.

Na avaliação do parlamentar, que é membro da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Assuntos Indígenas da ALE-AM, o Governo Federal ainda não tem uma política séria para o atendimento dos povos indígenas, sobretudo no Amazonas, que possui a maior população indígena do País.

Como exemplo, o deputado cita dados preliminares do Censo 2010 do IBGE, que apontam a existência de 168,6 mil índios no Estado, dos quais 98 mil vivem em situação de pobreza extrema. Conforme classificação do IBGE, o quadro de pobreza extrema é composto por pessoas sem rendimento mensal ou com renda per capita de até R$ 70 por mês.

Outra informação preocupante, divulgada por lideranças indígenas do Vale do Javari, é a prevalência das hepatites B e C na região, que atingem aproximadamente 90% da população indígena do Vale do Javari.

Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 4,9 mil índios de sete etnias que habitam 105 aldeias no Vale, sendo a etnia Marubo a mais populosa (24,7% da população total).

 

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