Um novo modelo de assistência na área de urgência e emergência e na área materno-infantil será implantado pelo Governo do Amazonas e Prefeituras Municipais. A mudança virá com a criação de redes formadas por unidades e serviços de referência organizados para garantir o acesso e o atendimento desde a entrada do usuário até o fim do tratamento. Inicialmente as redes serão formadas em quatro Regionais de Saúde – Rio Negro-Centro Regional, Rio Negro-Solimões, Médio Amazonas e Alto Solimões, onde estão distribuídos 35 municípios que reúnem 80% da população do Estado.
A criação das redes será iniciada em 2012 e o formato de cada uma começa a ser discutido a partir desta segunda-feira, durante o 3º Encontro de Gestores da Saúde do Interior do Amazonas, que acontece de segunda a sexta-feira da próxima semana (12 a 16 de dezembro), no auditório Vânia Pimentel da Universidade Nilton Lins, em Manaus. O evento é promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam), em parceria com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems/AM), e vai reunir secretários de saúde, diretores dos 64 hospitais estaduais em funcionamento no interior e os coordenadores de Atenção Primária em Saúde.
O secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, garante que a principal vantagem das redes de saúde será a garantia integral de atendimento para o paciente, mesmo que este precise ser feito em várias unidades de saúde e em mais de um município.
Alecrim explica que a criação do novo modelo é uma proposta do Ministério da Saúde e está sendo discutida em todo o país. “Um dos grandes problemas do modelo atual é que cada unidade de saúde funciona como um ponto isolado de atendimento. A rede muda essa lógica. Não será mais a unidade que irá dizer o que tem a oferecer e sim a rede que irá exigir os serviços necessários”.
Para a criação das redes parte da estrutura de saúde será reformulada. “Serão feitas adaptações, reformas e construções, e adquiridos equipamentos”, diz o secretário de Assistência à Saúde do Interior da Susam, Evandro Melo. Além disso, haverá mudanças nos fluxos e processos de trabalho e, ainda, a criação dos complexos reguladores regionais para o agendamento de consultas, exames e leitos.
A capacitação de pessoal para a implantação do novo conceito já começou. Um grupo de 50 profissionais está participando do curso de especialização em Gestão da Clínica nas Redes Metropolitanas de Atenção à Saúde, oferecido pelo Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. O curso será concluído em março do próximo ano, quando os profissionais formados – médicos, enfermeiros e técnicos – começam a multiplicar as informações junto às Regionais de Saúde.
A criação das redes terá o apoio do Governo Federal, que destinará recursos específicos para a Rede Cegonha, para atendimento materno-infantil, e Rede de Atenção às Urgências. Segundo Evandro Melo, a meta do Governo do Estado é concluir as redes até 2016.
Para formalizar a adesão dos municípios ao novo modelo
Em todo o Estado, a rede pública de saúde é responsável por 90% dos atendimentos de urgência e emergência e 80 % dos atendimentos a mulheres grávidas e crianças.
Municípios e profissionais serão premiados por desempenho
O 3º Encontro de Gestores da Saúde do Interior do Amazonas também abrirá espaço para a Mostra de Experiências Municipais Exitosas em Saúde e premiação de municípios, diretores de hospitais e profissionais – médico, nível superior, nível médio e parteira – com melhor desempenho em 2010 e 2011. Serão premiados os três melhores em cada modalidade. A escolha será feita com base nas metas de gestão e indicadores alcançados no período.
O secretário de Assistência à Saúde do Interior, Evandro Melo, diz que o objetivo da premiação é incentivar as boas práticas e a troca de informação, e reconhecer os resultados alcançados pelos profissionais e pelas unidades de saúde.
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