24/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Alunos da Educação de Jovens e Adultos fazem teatro sobre consciência negra

Publicado em 30 de novembro, 2011

“O racismo ainda está presente na sociedade brasileira e se manifesta de diversas formas, na escola, no trabalho e no dia a dia das pessoas”. O alerta é do professor de história, do SESI, Manuel Clóvis Braga, ao abordar o tema História e Significado da Consciência Negra, que constou da programação realizada ontem (29) na Unidade de Educação Básica de Jovens e Adultos (EJA), no Centro Integrado do Trabalhador Dolores Garcia, bairro da Alvorada, zona Centro-Oeste.

Os alunos do EJA refletiram sobre o tema da consciência negra, muito sensível no Brasil mestiço

Para o professor, são 200 anos de luta contra o racismo, mas é preciso que todos estejam conscientes da gravidade dos problemas causados pela intolerância. Braga disse que o racismo é crime inafiançável, mas que existem crianças trabalhando como escravas e as pessoas de origem humilde são as mais humilhadas.

Ele disse que a programação desenvolvida na Unidade causa grande impacto passando informações técnicas aos alunos e que ajuda na conscientização do problema.

Cerca de 250 alunos do turno da noite da Unidade participaram da programação que teve por objetivo levar os alunos a refletir sobre o tema, além da percepção dos problemas causados pelo racismo.

A programação constou ainda de exposição de cartazes e enquetes, abordando os temas “Navios Negreiros” e “Preconceito Racial”.

O esquete sobre preconceito racial, com interpretação dos alunos do Ensino Médio, mostrou que o racismo atinge segmentos importantes da sociedade, como mercado de trabalho, escola e estádios de futebol.

De acordo com a narrativa do texto, uma das características marcantes do mercado brasileiro é a desigualdade de oportunidades entre os grupos étnicos, e que o negro é discriminado na busca por trabalho, e que na escola a relação estabelecida entre crianças brancas e negras numa sala de aula pode estabelecer o primeiro espaço de vivências das tensões raciais.

O esquete foi encerrado com a leitura do discurso “Eu tenho um sonho”, em inglês, português e libras, do pastor evangélico Martin Luther King, ativista norte-americano que lutou em defesa dos direitos sociais para negros e mulheres, combatendo o preconceito e o racismo, numa luta pacífica baseada no amor.

A gerente da Unidade de Educação Básica de Jovens e Adultos, Cassandra Augusta, destacou a qualidade da programação, que possibilitou aos alunos o conhecimento de informações importantes sobre um tema muito evidente e discutido no País, além de possibilitar aos alunos o desenvolvimento de habilidades culturais.

Cassandra destacou ainda o trabalho dos professores na realização do evento. A Unidade de Educação de Base de Jovens e Adultos beneficia industriários e à comunidade nos turnos da tarde e noite com o Ensino Fundamental e Médio, por intermédio da metodologia SESIEDUCA, votada para atender as necessidades do trabalhador.

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