O governador Omar Aziz afirmou nesta quinta-feira, 10 de novembro, que o Governo do Estado está respondendo a todos os questionamentos feitos pela Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF) em relação à obra do monotrilho. Ele disse esperar dar a ordem de serviço tão logo as dúvidas sejam esclarecidas junto aos órgãos de controle e os recursos liberados pela Caixa Econômica Federal.
Segundo o governador, uma empresa de consultoria inglesa especialista em veículos sobre trilho está analisando o projeto básico e o processo de contratação dos serviços. O relatório com as respostas técnicas demandadas pela CGU deverá ser apresentado nos próximos dias.
“Todas as dúvidas sobre o projeto estão sendo sanadas. Não adianta começar uma obra sem ter a segurança jurídica de que vai ter continuidade. Eu disse desde o primeiro momento que não iniciaria a obra nem conseguiria os recursos para o empréstimo se não tiver tudo esclarecido com a transparência necessária. Tenho certeza que com o detalhamento do projeto tudo será resolvido”.
A consultoria elaborou um estudo técnico para detalhar questionamentos feitos pela CGU, como composição de tarifas e a integração com o BRT (Bus Rapid Transit). Outro questionamento é sobre o fato de se ter feito apenas uma licitação para a compra dos trens e a construção do sistema. Segundo o governador, outros Estados, como São Paulo utilizaram o mesmo método e não tiveram problema.
Omar Aziz disse que ninguém está mais interessado do que ele em começar a obra, que não foi concebida apenas pensando na Copa de 2014. “É uma obra importante para a cidade de Manaus e eu sempre digo que nós não podemos pensar nesta obra só para a Copa. Os turistas virão assistir apenas quatro jogos, mas nós vamos continuar morando aqui e querendo um transporte com qualidade”.
Para o governador, o monotrilho não precisa necessariamente ficar pronto em 2014. “Eu quero o melhor para a população de Manaus. Esse é o pensamento que temos desde o primeiro momento. Temos que pensar num modelo de transporte para os próximos 30 ou 40 anos”. Para ele, vai prevalecer o bom senso, uma vez que o MPF também deseja o melhor para a cidade de Manaus. “Eles (O MPF) fazem o papel deles com a preocupação jurídica em relação ao projeto básico e cabe a nós responder item a item”.
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