A leitura dos grandes pensadores da história ensina que a felicidade e a alegria sempre foram consideradas como os alvos da vida humana, pois, antes e acima de tudo, todos querem e almejam ser felizes. Até mesmo os que se entregam à escravidão dos mais diversos tipos de vícios destrutivos; os que vivem para trabalhar para acumular riquezas; os que se entregam cegamente à busca do poder; aqueles que optam pela escassez econômica e material em prol da tranquilidade, todos estão fazendo ou deixando de fazer, tendo em vista alcançarem o que consideram uma vida feliz e alegre.
Embora o conceito de felicidade seja bem distinto para todos os que acreditam que sua felicidade pessoal é a razão e objetivo da vida, a experiência de cada um, do mais iletrado ao intelectual, comprova que o ser humano tudo faz para evitar o sofrimento e ter alegria e felicidade.
Para uns essa felicidade é poder para poder se auto-afirmar; prazer físico gratificante; é realização afetiva e familiar; é protestar e ser contra em nome de uma ideologia; é o saber e as realizações intelectuais e acadêmicas, enfim, quer nas áreas dos esportes e das artes, de modo geral todos buscam aquilo que é gratificante, pois, somente assim se sentem felizes e realizados, acreditando que são úteis e suas vidas fazem sentido.
No entanto, em um mundo com tantos obstáculos e dificuldades para se conquistar o que considera o ideal que tornaria a vida feliz, sabemos que a grande maioria que não concretizou seus sonhos prossegue, não vivendo, mas, existindo, apesar de sua desilusão com o fato de não ter atingido o que considera a razão da felicidade.
Em meio a tudo isso, os evangelhos nos dão conta de que Jesus declarou aos seus discípulos, depois de ministrar-lhes profundamente seus ensinos, exatamente o seguinte: “Eu vos tenho dito essas coisas para que a minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja plena”, João 15: 11. Jesus já havia falado para seus discípulos a respeito da “sua paz” e do “seu amor”, agora fala da continuação da “sua alegria” no interior dos seus seguidores, para que a “alegria deles” fosse completa, plena e total.
Dessa declaração depreende-se que um dos propósitos dos ensinamentos e das pregações de Jesus Cristo, registrados nos evangelhos, é conservar a alegria dele no coração dos que nele creem, pois, somente assim é que a tão sonhada e almejada alegria plena é possível. Alegria plena deve ser entendida com uma alegria que independe das circunstâncias e situações da vida, quer as favoráveis e principalmente as desfavoráveis, pois, julgar-se feliz somente após a concretização dos sonhos e quando tudo está de vento em popa é uma coisa possível ao empreendimento humano, mas, manter-se realmente feliz, mesmo quando as frustrações são inúmeras e as dores constantes, então, isso só pode ser explicado como sendo produto de algo que é divino no homem.
Sendo assim, a alegria plena depende de ter e conservar a alegria de Jesus Cristo no coração, através da Palavra de Deus. Leia a Bíblia!
Veja mais notícias em Colunas
Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.