Um especialista em informática, ouvido pelo blog, disse hoje que a suposta “invasão de hackers” no banco de dados do Centro Educacional Lato Sensu, com roubo de provas, não passou de um descuido de segurança. “A rede estava aberta (sem proteção de senhas) e as pastas, com as provas, compartilhadas (permitindo o acesso a qualquer usuário)”, disse o técnico.
Dia 7 de outubro deste ano, a direção da escola chamou um grupo de alunos e começou uma série de investigações para saber como colegas deles, que normalmente tiravam notas muito baixas, se tornaram gênios nota 10 de uma hora para a outra.
O escândalo do roubo de gabaritos ficou mais claro quando um professor deixou no servidor duas provas e suas respectivas respostas e uma aluna copiou o gabarito de uma e o aplicou em outra. Em outro caso, outra aluna repetiu a resposta de um professor em resposta a questão objetiva.
A direção do Lato Sensu, escola primeira colocada do Amazonas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), decidiu punir cerca de 300 alunos do 3º ano do Ensino Médio e não apenas os 15 supostamente envolvidos. Os pais reclamaram e a confusão acabou indo parar na rádio CBN, tendo sido denunciada pelo jornalista Ronaldo Tiradentes. Um aluno da unidade do Centro (Leonardo Malcher, 1022) teria confessado que acessou o banco de dados com as provas. Ele e diversos outros acabaram sendo expulsos ou se afastaram espontaneamente do colégio.
O especialista faz um alerta: “Diversas outras instituições de ensino do Amazonas têm redes abertas, desprotegidas, fáceis de acessar por quem conhece o mínimo de informática. Todos se preocupam muito com as aparências e quase nada com a segurança”, disse ele.
O telefone 3232-9113, da unidade do Lato Sensu no Centro, não atendeu às ligações do blog e a direção da escola se recusou a falar sobre o assunto, anteriormente, à rádio CBN Manaus.
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