As imagens veiculadas pela mídia do corpo de Kadhafi e as antigas imagens do enforcamento de Saddam Hussein constituem-se um forte lembrete a todos de que o ser humano nada é, e de que todo poder conquistado, legítima ou ilegitimamente, toda riqueza e fama obtidas nesse mundo, são absolutamente efêmeros.
Seguindo o enganoso coração, o ser humano corre atrás das suas ilusões, acreditando que poder e sucesso farão com que ele seja alguém, tenha muita fama e muitos fãs incondicionais. O ego humano anseia por reconhecimento e enaltecimento, por isso, o poder e seus desdobramentos são ambicionados freneticamente. É por essa mesma razão que os bajuladores sempre têm seu lugar garantido ao sol, pois, quem resiste aos elogios constantes e as adulações nojentas de fingidos e hipócritas que não acreditam em nada do que falam, mas, como carrapatos, querem sugar o sangue dos iludidos que julgam-se importantes porque têm poder e fama?
Sim, as notícias a respeito da morte de Steve Jobs, alguém que entrou para a história como grande visionário e gênio criativo, também nos leva a pensar a respeito do quão transitória é a vida. Sim, no auge do sucesso e ainda tão novo, capaz de prosseguir revolucionando, morre alguém que vivendo em um país de primeiro mundo tinha todos os recursos para investir e salvar sua vida, mas, não pôde.
Diante dos ditadores milionários, poderosos e cruéis, que se julgavam imbatíveis; diante das conquistas da inteligência, competência e esforço dos seres humanos, que constroem os mais diversos tipos de impérios, que da noite para o dia evaporam, como cada um de nós deveria reagir? Não seria prudente reavaliar os valores morais e os alvos de vida? Não seria melhor buscar alicerces sólidos para a existência e radicalmente mudar a maneira de ver a si mesmo e ao próximo? Quando os homens admitem que não passam de criaturas mortais e falíveis, cujas trajetórias de pecado produziram um mundo com tanta miséria, sofrimento e injustiça, então, inevitavelmente, são levados a erguer os olhos aos céus e admitir também que Deus existe e que desprezá-lo tem sido o câncer humano.
Segundo as Escrituras, Deus exortou ao profeta Isaías, que viveu no oitavo século a.C. e também a todos pregadores de todos os tempos, para que se dirigissem a humanidade e clamassem. Então, a pergunta inevitável do profeta foi: “O que clamarei?”. Sim, qual é a mensagem, em que consiste o seu conteúdo? Eis a resposta divina: “Toda pessoa é como a relva, e toda a sua glória, como a flor do campo”. “Seca-se a relva e cai a sua flor; mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre” Isaías 40: 6, 8.
Querido leitor, a solução para o homem é lembrar-se de que não passa de relva que seca e de que toda a sua fama cai como a flor. No entanto, na Palavra de Deus, registrada na Bíblia Sagrada, o homem encontrará vida eterna, pois, o que Deus disse jamais passará. Os ditadores, os gênios etc. … passarão, mas, a verdade divina subsistirá. Só ela é alicerce sólido para fundamentar a vida.
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Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.