A comissão de transportes, trânsito e mobilidade (CTTM) da Assembléia Legislativa do Estado (ALE-AM) realizará uma audiência pública no próximo dia (31) para discutir os atrasos nas obras de mobilidade da Copa do Mundo de 2014. O objetivo é esclarecer porque o governo e prefeitura ainda não acataram as recomendações do Ministério Público Federal (MPF-AM) de mudanças nos projetos básicos do Monotrilho e BRT.
Para o encontro, serão convidados representantes da Unidade Gestora da Copa (UGP-Copa), da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), dos ministérios das Cidades e dos Esportes, e do Ministério Público Federal (MPF-AM). De acordo com o deputado Marcelo Ramos (PSB), presidente da CTTM, governo e prefeitura precisam explicar porque ainda não efetuaram mudanças nos projetos dos dois modais, que permitiriam a liberação dos R$ 800 milhões para as obras.
“Os recursos para a construção do Monotrilho e do BRT estão à disposição desde o ano passado São R$ 600 milhões para o Monotrilho e R$ 200 oara o BRT. Mas governo e prefeitura não conseguem executar porque insistem em manter as falhas nos projetos. O Ministério Público já garantiu que não vai retirar as recomendações, e o Amazonas corre sério risco de perder os recursos por pura incompetência dos gestores”, comentou.
Na opinião do parlamentar, o Estado precisa explicar também a origem dos recursos que serão utilizados para pagar as obras do Monotrilho, já que o projeto custa R$ 1,4 bilhões, e o montante disponível pelo Governo Federal é de apenas R$ 600 milhões. “Há uma diferença grande no valor. Tenho medo que o Estado não tenha uma solução para isso, e tenhamos um Monotrilho incompleto e que não solucione os problemas de mobilidade de Manaus”, disse.
Marcelo Ramos lembrou que o Ministério Público considerou o projeto do Monotrilho “economicamente inviável”, o que tem atrasado o início das obras. “O governador Omar Aziz prometeu assinar a ordem de serviço na primeira quinzena de outubro, mas não o fez. Existem muitos entraves legais que precisam ser corrigidos. Do contrário, o governado pode entrar para a história como o gestor que teve em mãos R$ 600 milhões para solucionar os problemas de mobilidade e não conseguiu”, concluiu.
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