16/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Deputado quer convocar governo e prefeitura para explicar atraso em obras de mobilidade da Copa

Publicado em 19 de outubro, 2011

A comissão de transportes, trânsito e mobilidade (CTTM) da Assembléia Legislativa do Estado (ALE-AM) realizará uma audiência pública no próximo dia (31) para discutir os atrasos nas obras de mobilidade da Copa do Mundo de 2014. O objetivo é esclarecer porque o governo e prefeitura ainda não acataram as recomendações do Ministério Público Federal (MPF-AM) de mudanças nos projetos básicos do Monotrilho e BRT.

Para o encontro, serão convidados representantes da Unidade Gestora da Copa (UGP-Copa), da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), dos ministérios das Cidades e dos Esportes, e do Ministério Público Federal (MPF-AM). De acordo com o deputado Marcelo Ramos (PSB), presidente da CTTM, governo e prefeitura precisam explicar porque ainda não efetuaram mudanças nos projetos dos dois modais, que permitiriam a liberação dos R$ 800 milhões para as obras.

“Os recursos para a construção do Monotrilho e do BRT estão à disposição desde o ano passado São R$ 600 milhões para o Monotrilho e R$ 200 oara o BRT. Mas governo e prefeitura não conseguem executar porque insistem em manter as falhas nos projetos. O Ministério Público já garantiu que não vai retirar as recomendações, e o Amazonas corre sério risco de perder os recursos por pura incompetência dos gestores”, comentou.

Na opinião do parlamentar, o Estado precisa explicar também a origem dos recursos que serão utilizados para pagar as obras do Monotrilho, já que o projeto custa R$ 1,4 bilhões, e o montante disponível pelo Governo Federal é de apenas R$ 600 milhões. “Há uma diferença grande no valor. Tenho medo que o Estado não tenha uma solução para isso, e tenhamos um Monotrilho incompleto e que não solucione os problemas de mobilidade de Manaus”, disse.

Marcelo Ramos lembrou que o Ministério Público considerou o projeto do Monotrilho “economicamente inviável”, o que tem atrasado o início das obras. “O governador Omar Aziz prometeu assinar a ordem de serviço na primeira quinzena de outubro, mas não o fez. Existem muitos entraves legais que precisam ser corrigidos. Do contrário, o governado pode entrar para a história como o gestor que teve em mãos R$ 600 milhões para solucionar os problemas de mobilidade e não conseguiu”, concluiu.

Veja mais notícias em Releases

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.