Praciano (PT)
No Partido dos Trabalhadores o deputado federal Praciano reivindica a candidatura à Prefeitura, no entanto, o deputado está muito isolado internamente e sua candidatura não tem mais o apelo da base partidária como tinha em 2008, principalmente após a votação do salário mínimo, quando votou com a oposição. Além disso, sua candidatura que em 2008 foi estimulada pelo grupo Braga/Omar, que a usaram como uma estratégia para enfraquecer Serafim (PSB), já não serve aos interesses do grupo governista.
Por outro lado, o PT/Manaus é hoje controlado pelo presidente da CUT e do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, pessoa totalmente desprovida de escrúpulos e de espírito público que colocará o partido no balcão de negócios da jogatina política, tanto que a última reunião do partido decidiu pela adesão formal ao governo de Amazonino.
Uma possibilidade que julgo remota é, diante de uma iminente aliança do PT com Amazonino e não havendo a composição Amazonino/Eduardo, uma intervenção do senador Eduardo Braga estimulando uma candidatura própria do PT, com um candidato sem qualquer viabilidade eleitoral, ou mesmo a renovação da tática de 2008 com Praciano como instrumento para tentar enfraquecer a candidatura de Serafim.
Isso é o PT/AM, um grupo faz juras pra Eduardo/Omar (Sinésio), outro pra Amazonino (Valdemir Santana) e outro se faz oposição aos dois (Praciano). E nessa dissimulação, estão no Governo Omar, na Prefeitura Amazonino e também na oposição aos dois. Você não entendeu? Nem eu! Mas é assim! Eles chamam isso de democracia. Eu chamo de o mais fisiológico oportunismo político.
Assim, o PT/Manaus que encontrou no critério da “aliança com quem pertence a base do Governo Dilma” a justificativa para a capitulação diante das benesses e sinecuras oferecidas pelos grupos que simbolizam o atraso e a corrupção (Eduardo/Amazonino), nas eleições de 2012 estará a serviço dos interesses dos que estão no poder na Prefeitura ou no Governo.
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* Marcelo Ramos (PSB-AM) é deputado estadual.