14/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Novo Código Florestal deve prever compensações financeiras, defende Braga

Publicado em 13 de setembro, 2011

O senador Eduardo Braga (PMDB/AM) voltou a defender a compensação financeira para os proprietários que preservarem a reserva legal de seus imóveis rurais. Para ele, o texto do novo Código Florestal em debate no Senado não deve prever apenas punições para quem desmatar, mas também pode assegurar benefícios financeiros para quem deixa a floresta em pé.

“Um exemplo disso é premiar aqueles que preservaram suas áreas de preservação permanente e de reserva legal com reduções específicas nas taxas dos juros de financiamento dos programas agrícolas e compensação tributária”, disse.

Braga falou sobre esse assunto na audiência pública sobre o Código Florestal realizada hoje pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ), de Meio Ambiente (CMA), de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), da qual ele é presidente. A audiência pública foi organizada para ouvir juristas sobre os aspectos legais do Código. Foram convidados o ministro do Superior Tribunal de Justiça, (STJ) Herman Benjamin; o ex-ministro da Defesa e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim; o subprocurador-geral da República, Mário José Gisi; o advogado e doutor em Direito Ambiental, Paulo Affonso Leme Machado; e a promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Cristina Godoy de Araujo Freitas.

Além de compensação financeira para quem preserva a reserva legal, Eduardo Braga defendeu também a possibilidade de compensação da reserva legal em outro bioma. Segundo o senador, essa proposta pode resolver o problema de passivos ambientais em vários biomas, desde que observados os conceitos científicos de corredores ecológicos e equilíbrio entre os biomas.

“A Mata Atlantica, por exemplo, que tem 27% de sua área preservada e há um passivo tal dentro deste bioma que é superior à área disponível para plantação. Por isso, já há consenso de que a compensação não deve ser apenas no leito da bacia, que deve ser no próprio bioma e agora estamos discutindo ir além deste bioma, desde que feitos os estudos necessários”, defendeu.

 

Veja mais notícias em Releases

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.