“O empresário precisa entender como funciona o comércio em outras culturas para tomar as iniciativas certas e adequar seus produtos para aquele determinado perfil de mercado”.
A dica foi dada pela coordenadora da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), Sarah Saldanha, no 1º Workshop de Mercado Internacional promovido no dia 24 pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN Amazonas) em parceria com o Sebrae Amazonas e Association Internationale dês Etudiants Economiques et Commerciales (Aiesec).
“Temos condições e grande potencial de ir além das fronteiras brasileiras para mostrar ao mundo que o nosso país é muito mais que carnaval e futebol”, declara Sarah.
De acordo com a coordenadora da Rede CIN, os investimentos para ampliar os negócios no mercado internacional devem começar pela estruturação de equipe de profissionais capacitados, foco no planejamento de ações, estratégias bem traçadas e a sustentabilidade da empresa no atendimento ao exterior.
O CIN Amazonas possui programa direcionado ao trabalho de apoio e treinamento do empresário que planeja prospectar novos negócios no mercado internacional.
Segundo Sarah, em 2010 foram realizados 478 mil atendimentos em comércio exterior pela Rede CIN, dos quais se destacam as capacitações, promoções comerciais, encontros e acompanhamento em missões internacionais. O CIN/AM é um braço da FIEAM, localizado na própria sede da entidade, na Avenida Joaquim Nabuco, 1919, Centro.
O proprietário da Saboarana, Weslei Ramos, empresa de fabricação de artesanatos de resíduos de madeiras, ficou entusiasmado com as apresentações do CIN, Sebrae e Aiesec quanto ao suporte às iniciativas privadas de pequenos empreendedores. Ramos acredita que com o apoio das entidades o empresário do interior passa a ter maior acesso às informações e capacitações, tornando possível a internacionalização de seus produtos.
“Hoje enfrentamos grandes distâncias geográficas, o que implica em dificuldades em recursos tecnológicos, informações e financeiros, porém seminários e palestras nos informam sobre o mercado exterior, locais onde podemos adquirir mais conhecimento que nos permitem vislumbrar oportunidades de clientes na Europa, Ásia e demais continente”, avalia Weslei Ramos.
Sarah lembra que é fundamental que as entidades de classes trabalhem em conjunto para tornar o produto interno mais competitivo mundialmente.
O consultor do Sebrae do Rio de Janeiro, Jorge Milhem, por meio de apresentação de dados estatísticos, demonstrou a pequena influência dos brasileiros no mercado mundial. A exportação no Brasil realizada por micro e pequenas empresas representam 1,3%, enquanto que nos países como Estados Unidos e Japão essa participação chega a 40%.
“O cenário do comércio exterior no Brasil vem mudando e a Região Norte acompanha essa tendência. Em 2010 houve acréscimo de 49% na exportação, dos quais cerca de 26% foi originada pelos empreendedores do Amazonas”, destaca Milhem.
Assim, como as ações do CIN, o Sebrae apresentou o Programa de Internacionalização de MPE´s (Prointer) que conta com equipe de consultores de comércio exterior para avaliar in loco a empresa participante, traçando perfil e o produto a ser exportado. Essa triagem permite que o empresário tenha informações sobre os mercados internacionais, para prospectar negócios no exterior, além de receber o acompanhamento em missões e feiras internacionais.
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