“A floresta não é inimiga do agronegócio, muito pelo contrário, é um ativo importante e que precisa ser tratado com outro olhar pelo novo Código Florestal Brasileiro” (PLC – 30/ 2011). O alerta foi feito nesta quarta-feira (24) pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM) durante audiência pública conjunta que reuniu quatro ex-ministros do Meio Ambiente para discutir o assunto nas comissões de Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Agricultura.
Por quase seis horas, os ex-ministros Carlos Minc, Sarney Filho, José Carlos Carvalho e Marina Silva debateram os aspectos mais polêmicos do projeto e apresentaram seus pontos de vistas a uma plenária, que além de senadores, reuniu lideranças com interesse na matéria, principalmente de entidades ligadas a ruralistas e ambientalistas.
Contrário à polarização na discussão deste projeto entre ruralistas e ambientalistas, Eduardo Braga disse ser necessário construir um acordo pautado no equilíbrio e na compreensão de que o novo Código “representa uma oportunidade importante para o país conquistar, por meio da floresta e da sua biodiversidade, um futuro inteligente para as próximas gerações”.
O senador enfatizou que o uso social e sustentável da floresta, dos recursos hidrológicos e do solo precisam ser considerados nesse debate. Como vem fazendo em todos os debates dos quais participa sobre o Código Florestal, ele defendeu que a nova legislação contemple o pagamento por serviços ambientais e a adoção de mecanismos que remunerem, por meio de incentivos fiscais, os que preservam a reserva legal. “Esta é a ponte para unificar a economia e a floresta, de forma que a preservação passe a ser um bônus para quem preserva”, disse.
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