Os alunos finalistas do curso de técnico florestal do Centro Tecnológico do Amazonas (Cetam), do município de Silves, escolheram o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) para a última aula do curso, A aula ocorreu na última sexta-feira (12).
A principal motivação foi tirar dúvidas e acrescentar conhecimentos sobre licenciamento ambiental de planos de manejo e também conhecer a sede do Instituto, o seu funcionamento e os seus profissionais. “Os alunos estão com toda a bagagem teórica e sabemos que é para cá que tudo converge”, disse Ana Rita Braga, engenheira florestal e assessora técnica do curso da sede administrativa do Cetam em Manaus.
A assessora Ana Rita estava acompanhada por dez alunos finalistas do curso de técnico florestal do Cetam de Silves e o professor responsável pelos finalistas, Moisés Dias, formado em engenharia florestal.
O grupo foi assistido pela analista ambiental da Gerência de Controle Florestal do IPAAM, Francielli Campagnolli. A analista explicou passo a passo as etapas de licenciamento de planos de manejo e deu ênfase à recente alteração quanto aos planos de manejo de pequena escala (Resolução 07) e o Cadastro Ambiental Rural.
Francielli alertou para a importância do Documento de Origem Florestal (DOF). “O DOF é a comercialização, a parte final do plano de manejo. É importante ter conhecimento do sistema para operá-lo e tomar cuidado com a senha para não correr o risco de vender papel ao invés de madeira”. A palestrante referia-se ao fato de que cada Documento de Origem Florestal deve corresponder a um lote físico de madeira ou de outro produto florestal, sem o qual constitui-se uma fraude, uma irregularidade.
Muitas perguntas foram feitas pelos alunos e respondidas pela analista ambiental. Além das respostas, os alunos receberam relatórios sobre a situação de Silves quanto aos planos de manejo, para que retornassem a Silves com uma fotografia do ambiente onde vão atuar como profissionais.
Experiência prática
O aluno Alcir Reis, um dos participantes da aula no IPAAM, relatou a experiência de ter cedido sua propriedade para desenvolvimento do projeto Poupança Verde, no qual todos os alunos da turma, por sugestão de um professor, fizeram um Plano de Manejo tendo como objetivo final o licenciamento do mesmo para que a licença fosse entregue na formatura
”O licenciamento não foi possível pela falta da regularização fundiária, mas a turma pensa em dar continuidade ao projeto já como profissionais. Agora temos que adequar”, comentou Alcir Reis.
O amor à floresta entrou no coração dos estudantes. A aluna Corita Neves Cortez relembra que ao ver a relação de cursos do Centro Tecnológico viu o curso de técnico florestal e achou que seria bonito, tudo verde, passear na floresta. Até o nome do curso achou bonito. Mas logo a prática mostrou que não era nada do que ela imaginou no início. “Mas eu não desisti e hoje estou satisfeita e quero fazer engenharia florestal como curso superior”, comentou.
Rogério Amaral, ao optar pelo curso, tinha uma noção do que seria porque trabalhava na área ambiental de uma operadora de telefonia móvel no município e via como a empresa tratava as questões de licenciamento ambiental.
Além de Corita Cortez e Rogério Amaral, praticamente todos os finalistas que visitaram o IPAAM pretendem cursar engenharia florestal como formação superior. Eles deixaram o Instituto sabendo como podem contar com o IPAAM no dia a dia da atividade de técnicos florestais.
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