O grande apóstolo Paulo escreveu uma carta preciosa para várias igrejas que estavam situadas na região da Galácia. Após deixar aquela região e prosseguir para novos campos missionários, falsos profetas e apóstolos sorrateiramente entraram naquelas igrejas, pregando “outro evangelho”, na verdade, um evangelho distorcido e pervertido, portanto, diferente, logo, falso evangelho.
O termo “outro”, mencionado, traduz a palavra grega “hétero”, que expressa uma diferença em gênero. Nossa sociedade conhece muito bem essa palavra, pois, existem os heterossexuais e os homossexuais.
O “evangelho” que estava sendo pregado pelos falsos apóstolos e profetas era “hétero” e não “homo”, em relação ao evangelho pregado pelo Senhor Jesus e seus apóstolos. Por isso, o apóstolo Paulo ordenou que esse “outro” – hétero – evangelho e seus pregadores fossem considerados malditos, pois, haviam adulterado a santa mensagem da graça divina. Logo, ele incentivou que os cristãos primitivos conservassem e cressem no mesmo ou igual – homo – evangelho, que ele havia pregado, pois, com fidelidade lhes anunciará o genuíno evangelho de Jesus Cristo.
Diante da reação dos seus destinatários ele perguntou: “Será que me tornei vosso inimigo por vos falar a verdade?” Gálatas 4:16.
A impressão que temos em nossos dias tão conturbados é a de que os pastores e igrejas que realmente crêem no “homo-evangelho” e não no “hétero-evangelho” se tornaram também inimigos das pessoas, pois, elas não gostam de ouvir a verdade que denuncia a fraude, corrupção e iniquidade, mas, se deleitam no “outro” evangelho que lhes anuncia milagres e prosperidade.
Lamentavelmente, as igrejas sérias e fiéis não vivem superlotadas como as que pregam o “outro” evangelho, pois, elas não se deixaram subornar pela vontade do mercado que determina o que deve ser pregado. Pelo contrário, anuncia o evangelho que expõe simultaneamente a santidade divina que exige justiça e a pecaminosidade humana que exige punição. Em virtude dessa confrontação, entre quem Deus é com quem o ser humano é, surgem muitos desagrados, pois, a autêntica mensagem cristã exige arrependimento e conversão genuínos.
As igrejas que pregam o mesmo evangelho (homo) pregado por Jesus e pelos apóstolos não maquiam o evangelho; não inventam molhos para torná-lo mais palatável; não lhe subtraem absolutamente nada para torná-lo mais digerível, antes, entregam-no como receberam mesmo que os ouvintes discordem e digam o que disseram diretamente para o próprio Jesus quando o ouviram pessoalmente pregar: “Essa palavra é dura; quem a pode suportar?” João 6:60.
Infelizmente, os que querem agradar e saquear os homens, com suas Bíblias abertas, pregam “outro” evangelho que desagrada a Deus, pois, colocam na boca divina palavras nunca pronunciadas por Ele. Por isso, devemos considerar como justa a maldição bíblica sobre os adúlteros que adulteram o evangelho, para que ele deixe de ser “homo” e se torne “hétero”, em relação ao evangelho pregado por Jesus e seus apóstolos bíblicos.
Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.