11/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

É o cúmulo

Publicado em 04 de agosto, 2011

Lamentavelmente, o Brasil que se ufana de se afirmar como um país cristão, assiste atônito a violência contra o conceito familiar. O Supremo Tribunal Federal aprovou e reconheceu a união estável de “casais” do mesmo sexo. Que todos os cidadãos têm direitos civis é absolutamente inegável, mas, corromper conceitos tão elevados e rebaixá-los a ponto de considerar que duas pessoas do mesmo sexo constituem uma família é trágico.

Com certeza, ser taxado de homofóbico em nossos dias é muito fácil e dá aos taxadores muito status e destaque na mídia, mas, aqueles que alucinadamente lutam contra o preconceito revelam o quanto ainda mais preconceituosos são, pois, querem a qualquer preço calar a boca e amordaçar os que pensam diferente, a ponto de querer transformar em crime todo e qualquer tipo de manifestação pública e até mesmo privada daqueles que defendem a família cristã heterossexual e monogâmica.

Será que tais manifestações são realmente homofóbicas ou será que precisam ser assim caracterizadas para comover a sociedade e jogá-la contra os defensores da família?

Se, dando as costas para Deus e rasgando seus mandamentos, pessoas do mesmo sexo querem viver juntas é problema de cada um e todos prestarão contas de si a Deus, pois, haverá um juízo final. Que nessas relações homossexuais haverão questões que precisarão ser decidas judicialmente dando razão e bens a quem de direito é inevitável. Mas, por favor, chamar de família e casamento o que não é, é o cúmulo.

Também é terrivelmente lamentável que muitos políticos que assediam as igrejas e cristãos atrás dos seus votos em épocas eleitorais, não promovam unidos um protesto de âmbito nacional contra essa violência que está sendo imposta goela abaixo. Nossas crianças estão sendo expostas ideológica e arbitrariamente a esse conceito anômalo de “casal” e “família” através de cartilhas pagas com dinheiro público.

Onde estão os executivos e legisladores, eleitos para representar a sociedade, que não impedem que suas secretarias de educação produzam materiais que veiculam tendenciosamente pontos de vistas que são diferentes dos próprios pais das crianças? Será que o Estado tem mais direito do que os pais de decidir o que eles têm que aprender? Por que não promovem um plebiscito para ouvir o que os pais e a sociedade como um todo pensam a esse respeito? Será que não o fazem porque são preconceituosos e anti-democráticos?

Infelizmente, uma fobia neurótica e patológica tem dominado aqueles que acusam os outros de homofobia, simplesmente porque defendem a heterossexualidade. Melhor seria que, com muito respeito, todos pudessem defender seus pontos de vistas. Seria também muito bom se as elites e imprensa que tanto lutaram pela liberdade de expressão desistissem de criminalizar o que se mais aprecia numa sociedade democrática: a livre expressão, sem ofender ninguém é claro! Será que em um futuro breve quem escrever a favor da família cristã, de acordo com Palavra de Deus, será considerado criminoso e parará atrás das grades?

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Autor
Jorge Max

Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.

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