Foi adiada para amanhã (2), às 10h, a entrega das 61.578 assinaturas em prol da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Licitação do Transporte Coletivo ao gabinete do presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Isaac Tayah (PTB). O motivo do adiamento foi a realização da audiência pública com os feirantes que vieram à CMM protestar sobre o projeto de privatização das feiras.
O autor da proposta, vereador Waldemir José (PT), espera que o processo de participação popular sensibilize o poder público, já que a instalação e andamento da CPI foram ignorados pela Câmara, após ser protocolada no dia 6 de junho.
O trabalho das assinaturas para pressionar o Poder Legislativo começou no dia 12 de junho, na Festa de Pentecostes, no Sambódromo de Manaus. Durante este período de um mês e meio, a equipe de colaboradores do gabinete, parceiros de movimentos sociais e voluntários percorreram diversos locais da cidade, como feiras, terminais de ônibus, escolas, faculdades e festejos populares, em busca de completar a meta proposta, superior a 5% do eleitorado de Manaus, que é de 1.157.697 pessoas. A caravana mobilizou cerca de 100 pessoas.
“Estamos conseguindo mais do que a maior exigência de 5% do eleitorado, que o regimento interno faz para projetos de iniciativa popular”, disse o vereador, ressaltando ainda que essa quantidade de assinaturas foi uma medida inédita em projetos apresentados na cidade, embora nos casos de CPI não esteja prevista no regimento interno da Casa.
A iniciativa contou com a colaboração de parceiros como o deputado estadual José Ricardo (PT), o deputado federal Francisco Praciano (PT), o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), a Cáritas, as pastorais sociais da Igreja Católica, a Juventude do PT (JPT), Instituto Petrópolis, entre outros.
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