17/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Contratação irregular de professores é discutida com Ministério do Trabalho

Publicado em 28 de julho, 2011

Depois de receber denúncias sobre a contratação irregular de professores nos municípios do interior do Estado, o presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (ALE-AM), deputado estadual Sidney Leite (DEM), foi até a Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE-AM) para encaminhar as informações acolhidas pela Comissão e verificar que medidas podem ser tomadas para que os direitos trabalhistas sejam respeitados.

De acordo com Sidney Leite, professores de vários municípios, entre eles Jutaí, Fonte Boa, Maués e Tabatinga, formalizaram denúncias à Comissão Permanente referentes ao não pagamento do 13° salário, férias e ainda o não cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) por parte das prefeituras.

“Em muitas cidades do interior as administrações municipais contratam os professores no início do ano e demitem após 10 meses, no fim do período letivo. Esses docentes das áreas urbanas, rurais e indígenas ficam sem receber o valor proporcional referente a férias e 13° e são recontratados em fevereiro ou março do ano seguinte”, explicou.

O parlamentar ressaltou ainda que não há justificativas para o descumprimento da legislação trabalhista, já que os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) são a principal receita da maioria dos municípios.

“A legislação diz que pelo menos 60% da quantia anual repassada via Fundeb devem ser aplicados para o pagamento e valorização dos professores. Então há recursos suficientes para garantir os direitos dos profissionais. Essa valorização é um dos pré-requisitos para a construção de um novo modelo de educação nos municípios”, defendeu.

Segundo o superintendente regional do Trabalho e Emprego no Amazonas, Dermilson Chagas, a prática adotada pelas prefeituras para reduzir gastos é ilegal. “Isso é um erro grave e tem que ser combatido. Tomaremos providências, se possível em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT)”, afirmou Chagas.

Veja mais notícias em Releases

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.