Policiais Civis do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) prenderam ontem, por volta das 17h30, em cumprimento a mandado de prisão, Honorata Cavalcante Athan, 35, pelo crime de estelionato. Ela foi presa na residência de uma das suas vítimas, localizada na Rua Bandeira Branca, bairro Aparecida, Zona Sul, quando tentava aplicar mais um golpe. Ela é considerada chefe de uma quadrilha que aplica o golpe da “casa própria”, entre outros crimes.
As investigações começaram no mês de junho quando mais de 40 vítimas procuraram a delegacia para fazer denúncia, informando que haviam sido enganadas por Honorata. Entre elas, Waldemarina Barroso e Leila Macedo que compraram da estelionatária uma casa no Prosamim (Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus). Em 2009, Waldemarina deu uma entrada no valor de R$ 9 mil a Honorata e em 2011, Leila também pagou uma entrada de R$ 2 mil, mas ambas não receberam a casa.
Na residência onde Honorata foi presa, mora uma das suas vítimas, uma empresária que recebeu cheques sem fundo que totalizam o valor de R$ 50 mil, em pagamento a compra de mercadorias, como roupas, sapatos, semi jóias e outros produtos. Mediante as denúncias, a titular do 1º DIP, delegada Lucimar de Amorim, representou pela prisão preventiva da acusada, sendo acatada pelo Juiz de Direito, Carlos Alberto Barbosa da Silva, da 3ª Vara Criminal.
A polícia também apreendeu um veículo modelo Golf, cor preta, placa JWX 8669, que estava no apartamento alugado pela acusada, localizado na Rua Vitória, bairro da Glória, Zona Oeste. Honorata comprou o carro de um taxista, pagando R$ 5 mil de entrada e prometeu pagar o restante do valor em 36 parcelas de R$ 813, mas não efetuou o pagamento.
Honorata aplicava os golpes apresentando-se às vítimas de diferentes formas como, por exemplo, assessora do Governo, representante de fábrica de confecção, agente de viagem, diretora de escola de samba, sócia-proprietária de casas lotéricas, médica, diretora de construtoras, entre outras profissões. Ela oferecia serviços como venda de casa própria no Prosamim, venda de produtos de estética, facilitação em atestado médico pelo INSS (Instituto Nacional de Previdência Social), emprego em cooperativas, venda de passagens aéreas com valores abaixo do mercado, empréstimo, venda de confecções, agilização na documentação de aposentadoria, retirada de multas junto ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas), entre outros serviços.
Honorata já havia sido presa pelo 1º DIP, em 2004, por estelionato. Ela possui sete processos na Justiça pelo mesmo crime. Será encaminha à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro.
Assessoria de Imprensa
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