Mais de 40 agentes de limpeza da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) iniciaram nesta segunda-feira (18) os trabalhos de retirada do lixo flutuante do igarapé do Tarumã, na área da antiga cachoeira baixa, onde centenas de garrafas plásticas, pedaços de madeira e sacolas de lixo foram jogadas e também arrastadas pela correnteza.
As águas do igarapé acabaram servindo também de cemitério de eletrodomésticos jogados pelos moradores como um fogão de quatro bocas, retirado pelos garis da Semulsp.
Segundo o subsecretário da Semulsp,Túlio Kniphoff, que comandou a operação, a previsão é que sejam recolhidas pelo menos duas caçambas de entulho do pequeno trecho do igarapé, o que corresponde a pouco mais de 20 toneladas. “Todo esse lixo será levado para o aterro sanitário porque, embora seja composto, em sua maioria, por plásticos, ele não pode ser reaproveitado por estar contaminado”, esclarece Kniphoff, completando que a melhor forma é evitar que essas garrafas e outros plásticos sejam descartados nas águas. “Em vez de reaproveitarmos o que já foi jogado fora, precisamos criar em nossas famílias e segmentos sociais a cultura de não descartar o que ainda pode ser reutilizado ou reciclado, realizando a seleção do lixo seco e depositando nos Postos de Entrega Voluntária (PEVs)”, ensina o subsecretário.
Moradora
A doméstica, Terezinha Viana, 64, que há 17 anos ajuda a sustentar sua família pescando nas águas do igarapé do Tarumã disse que havia muitos peixes há algum tempo. “Até tambaqui a gente pescava aqui”, garante ela. “Agora, com esse lixo, os peixes bons foram embora e ficaram só pequenos pacus e sardinhas que lutam por espaço com sacos e garrafas plásticas”, lamentou.
Terezinha está consciente da origem do problema. “A nossa população precisa ter mais consciência e respeito à natureza, que nos é dada por Deus. Parar de fazer da água a sua lixeira e, talvez assim, um dia, eu volte a ver o velho Tarumã da minha juventude”, completou.
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