Por causa da venda do setor de televisores da Philips para o grupo chinês TPV, cerca de 600 trabalhadores daquele setor temem que possam ocorrer demissões nos próximos dias. “Nós já vimos essa novela antes. Na Jabil aconteceu a mesma coisa há alguns anos atrás e, naquela ocasião, os empresários juraram que ninguém seria demitido. Foi só virarmos as costas e as demissões aconteceram”, dizia indignado, um funcionário do setor que não quis se identificar.
De acordo com informações de diretores do Sindicato dos Metalúrgicos naquela empresa, na última segunda-feira (11), a direção do sindicato protocolou uma pauta de reivindicações e esperam para a próxima semana o início das negociações. Entre os assuntos pautados estão os seguintes itens: transferência dos trabalhadores para a TPV, com garantia de permanência por cinco anos; aos demitidos, garantia de um ano de salário, planos de saúde e odontológico; contratação – quando surgir vagas, que sejam disponibilizadas primeiramente aos trabalhadores que foram demitidos; lesionados – que a empresa verifique as condições dos lesionados; garantia de participação no Programa de Seguridade Social – PSS; FGTS – contas 3 e 4; MDS – com esta conta, eles serão liberados para resolver sua situação e o Fim do Assédio moral e Perseguições.
O pedido de fim do assédio moral, constante da pauta de reivindicações, é um dos mais importantes, segundo a sindicalista Emília Valente. Ela afirma que muitos trabalhadores estão cumprindo suas atividades sob perseguições e ameaças. “Tem supervisor e supervisora, chefes e gerentes tratando os trabalhadores sem o menor respeito, dirigindo a estes palavras de baixo calão, humilhando e ameaçando de demissão”, relata Emília Valente.
Ela disse ainda que há muito tempo dirigentes do sindicato tentam resolver o assunto junto à direção da Philips de forma pacífica e com diálogo. “Mas a empresa nada faz! E, por causa dessa omissão, está legitimando essa prática”, diz a sindicalista. A direção do Sindicato informou que irá levar o assunto aos órgãos governamentais responsáveis pela fiscalização das condições de trabalho e até à Justiça do Trabalho se for preciso. Para os sindicalistas, a impunidade tem que acabar.
Assessoria de imprensa
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