Após denunciar o superfaturamento na construção de um totem em homenagem à Ponte sobre o Rio Negro, na Compensa, o deputado Marcelo Ramos (PSB) entrará com uma representação no Ministério Público do Estado (MPE) pedindo o cancelamento do contrato firmado entre o governo e uma empresa de consultoria para encontrar alternativas viárias para a saída da ponte. Na opinião de parlamentar, o serviço é desnecessário, já que foi preparado um estudo de impacto de vizinhança antes da construção da ponte.
De acordo com Marcelo Ramos, o estudo encomendado pelo governo do Estado custará R$ 102 mil aos cofres públicos do Estado, o que representa um desperdício de recursos. “O governo não respeitou o estudo de impacto de vizinhança que previa a construção de uma passagem de nível na Avenida Brasil. Ao contrário, colocou aquele totem que só vai atrapalhar o trânsito na região. Agora contrata um estudo pra fazer algo que já existe”, denunciou Ramos.
“Imagina um caminhão que chega em Manaus pela ponte, e terá que fazer uma conversão à esquerda na avenida Brasil. É impossível. Ele terá que dobrar à direita e andar mais de 100 metros para fazer um retorno. Um exemplo da ineficiência no planejamento viário e na utilização do dinheiro público”, comentou o parlamentar.
O deputado lembrou que a Ponte sobre o Rio Negro foi orçada por R$ 574 milhões, e hoje já custa R$ 1,6 bilhões. O próprio totem denunciado por Marcelo Ramos custou R$ 5 milhões, mesmo valor gasto na construção de uma escola de tempo integral na mesma rua. “Temos o totem mais caro do mundo que homenageia a ponte mais cara do mundo. Agora o governo quer que o contribuinte pague por este estudo que não trará nada de novo”, concluiu.
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