O deputado Luiz Castro disse hoje que não vai se omitir no caso da degradação ambiental do Tarumã, provocada por invasões, grilagem e instalação de grandes empresas. O Poder Público Municipal e Estadual, segundo Castro, precisam estar integrados para realizar um cadastro único das pessoas que realmente necessitam de moradia e definir uma política de habitação popular para Manaus.
Tanto os grandes empreendimentos irregulares, quanto as pessoas que ocuparam lotes ilegalmente, e estão causando a devastação da área verde, a poluição de cachoeiras e igarapés, devem ser retirados de forma pacífica do local, defende Luiz Castro, que é presidente da Comissão do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa.
“Sou contra o crime ambiental parta de quem partir”, afirmou o deputado, que visitou a área do Tarumã, juntamente com representantes do Ipaam e do Ministério Público Estadual. Na ocasião, os ficais do Ipaam notificaram e multaram uma usina de asfalto que funcionava clandestinamente dentro da Área de Preservação Ambiental (APA).
O deputado apresentou um projeto de lei que prevê a elaboração de um cadastro único das pessoas que precisam de moradia. Ele propõe uma ação integrada entre Governo do Estado e Prefeitura de Manaus na aplicação criteriosa do cadastro, que deverá orientar o poder público na criação de uma efetiva política de moradia popular.
Castro pediu ainda maior rigor da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), para impedir as ocupações irregulares no Tarumã, e mais empenho no cumprimento da legislação ambiental, principalmente nas áreas de construção de empreendimentos imobiliários, onde os fragmentos florestais da cidade estão sendo destruídos.
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