Após mais um longo período de espera por promessas não cumpridas, os servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (Amazonas e Roraima) paralisam suas atividades a partir desta quarta-feira (15) por tempo indeterminado.
O movimento paredista deve atingir tanto a sede do órgão, na Praça 14, como o Fórum da Djalma e os anexos, no Centro e no bairro Nossa Senhora das Graças.
A expectativa é de que 70% dos servidores cruzem os braços em protesto pela aprovação do PL 6613/09, que prevê a reposição das perdas da categoria sem reajuste desde 2006. Apenas 30% do efetivo continuarão realizando as funções consideradas essenciais para os usuários do Tribunal.
“Estamos seguindo o que foi definido pela nossa federação nacional em plenária que reuniu representares de todos os estados do país”, diz o presidente do Sindicato dos Servidores do TRT no Amazonas e Roraima (Sitra-AM/RR), Luis Cláudio Corrêa.
Na avaliação dele, somente uma greve forte e unificada será capaz de garantir a aprovação dos planos de cargos e salários da categoria, que luta e espera por isso desde 2009, quando foi encaminhado ao Congresso Nacional o Plano de Cargos e Salários (PCS) da classe. “Já esperamos demais por uma iniciativa das cúpulas, o que não aconteceu. Agora é a nossa vez de agir”, defende Corrêa.
“Os servidores do Judiciário Federal estão sem aumento há quase seis anos e até o presente momento, nem a cúpula do Judiciário, nem do Executivo se mexem para chegar a um acordo sobre nossas reivindicações. Temos de fazer alguma coisa e não é possível que alguém discorde disso”, reforça o vice-presidente, Allan Farias.
A greve por tempo indeterminado na região foi decidida em assembléias setoriais realizadas junto aos servidores do órgão e aprovada pela grande maioria. O início do protesto já foi comunicado oficialmente à direção local do TRT, como manda a lei de greve.
“Queremos contar não apenas com a compreensão, mas também com o apoio da sociedade, dos advogados e dos magistrados, pois nossa luta não é apenas por salários mais dignos, é também por melhores condições de trabalho para todos, por um Judiciário com melhor estrutura de atendimento para seus usuários e por uma Justiça mais eficiente para todas as partes, pois do jeito que está isso não é possível”.
Maiores informações com Luis Cláudio Corrêa (8841-0331) e Allan Kardec Farias (8124-1762), encontrados também nos fones: 3233-9476 e 3233-3449.
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