A coligação do governador Omar Aziz definiu que Eduardo Braga e Vanessa Grazziotin são os candidatos às duas vagas ao Senado. Havia, no entanto, uma terceira candidatura definida, a do ex-sub-secretário municipal, na gestão Amazonino Mendes, Fernando Valente. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), respondendo a uma pesquisa do senador Francisco Dorneles (PP-RJ), disse que só são possíveis duas candidaturas para o Senado por coligação. Armou-se um tremendo barraco.
Para complicar, Fernando foi o primeiro a se inscrever, Vanessa a segunda e Braga o terceiro. Há, no direito eleitoral, algo relativo à “precedência”. Como é que a situação chegou a esse ponto?
O Partido Republicado Brasileiro (PRB), ao qual pertence Fernando Valente, é estreitamente ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). As lideranças da instituição não estavam satisfeitas com o deputado estadual Carlos Alberto, que foi eleito nesse esquema religioso para a Assembléia Legislativa. Estabeleceu-se então uma forma de substituí-lo, com o presidente regional, Roberto Dias, concorrendo à Assembléia e Fernando Valente a deputado federal.
Tudo estava bem quando uma “força maior” decidiu “reabilitar” Carlos Alberto. Ponderou, pediu, impôs e conseguiu. Roberto Dias subiu para deputado federal e a Fernando restou, então, disputar o Senado.
O resultado desse movimento “interna corporis” quase todo mundo conhece: Fernando se nega a abrir mão da candidatura, briga na Justiça e, por outro lado, foi acusado de tentar chantagear Braga, embora afirme que nada tem a ver com os chantagistas e até que um deles pertence ao PMDB do ex-governador.
A IURD e o PRB já definiram que Valente está fora. O delegado-geral Mário César Nunes, que estava na sede do PMDB na hora do flagrante convocado por Braga, indiciou o candidato. A Justiça Eleitoral precisa se pronunciar.
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