Maior furto de gasolina no AM gera prejuízo de quase R$ 2 milhões e polícia deflagra operação

Foto: Reprodução

Uma operação de combate ao maior desvio de combustíveis registrado no Amazonas foi deflagrada pela Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (6). O alvo da Operação Alceu é uma quadrilha que furtou 640 mil litros de gasolina em novembro de 2017. O produto foi furtado de balsa e transportado em pequenas embarcações. O esquema gerou um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões. O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) auxiliou a polícia na ação contra o esquema criminoso. A prisão da quadrilha representa um marco no combate ao desvio de combustíveis transportados via navegação aquaviária.

As diligências estão em andamento e a equipe da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) já cumpriu três mandados de prisão preventiva e temporária. As equipes agora estão cumprindo o último mandado de prisão, de acordo com o delegado Adriano Felix, titular da DERFD.

A gasolina foi furtada durante três dias de uma balsa, em novembro do ano passado. A embarcação estava atracada em um porto da empresa que transporta combustíveis. O terminal portuário fica na margem do Rio Negro, nas proximidades do Porto da Ceasa, na Zona Sul de Manaus.

A quadrilha furtou a carga de combustível antes que ela fosse transportada para Santarém e Itaituba no Pará. Os desvios do combustível ocorreram durante a madrugada e contou com conivência de um vigilante da empresa de transporte aquaviário, que saia do local no momento que os criminosos agiam.

Como funcionava o esquema

Dois barcos do tipo Bajara – como são conhecidos as embarcações de pequeno porte na região Amazônica – se aproximaram da balsa e dois homens retiravam a gasolina do reservatório. O combustível era transferido para os barcos identificados como AIUB e Cmt. Assis. Logo em seguida, a dupla colocava nas boias da balsa água para evitar que fosse detectado a retirada da gasolina e a embarcação permanecesse no mesmo nível.

Os 640 mil litros furtados de gasolina foram levados para um pontão (posto flutuante de combustíveis) denominado Bons Amigos, do líder da quadrilha identificado como Francisco de Assis da Silva Souza, de 42 anos e que é natural de Boca do Acre. O pontão do chefe do esquema fica na Zona Rural da capital e no estabelecimento o combustível era revendido.

Outro pontão 

Outro pontão de um suspeito conhecido como André teria receptado a carga furtada e comercializado o combustível no Rio Negro, nas proximidades da Feira da Panair, no bairro Educandos. Outra parte da carga foi enviada para Manicoré, no Sul do Amazonas.

O desvio foi percebido quando os trabalhadores da empresa de navegação abriram a balsa e detectaram que a carga estava incompleta. O proprietário da empresa procurou a Polícia Civil e registrou Boletim de Ocorrência. A DERFD iniciou investigações ainda no ano passado. O vigia da empresa confessou que recebeu R$ 1.500 para facilitar o furto da carga de combustíveis.

A Polícia Civil com autorização da justiça monitorou com escutas telefônicas os suspeitos de participação no furto e na receptação do combustível. O Sindarma auxiliou nas investigações. A DERFD identificou 15 pessoas que estavam envolvidas no esquema criminoso, solicitou a prisão e bloqueio de bens ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A justiça decretou a prisão de quatro pessoas.

“As quadrilhas que furtam e roubam combustíveis nos rios da região têm atuado com frequência. A ação criminosa gera prejuízos para empresas e transportadoras, além de fomentar um comércio ilegal de combustíveis, que gera sonegação de impostos e outros tipos de crimes. A atuação da polícia em combater esse maior furto de combustível registrado no Amazonas é importante e inibirá a prática criminosa”, afirmou o presidente do Sindarma, Galdino Alencar Júnior.

 

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