07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Memórias e saberes de idosas são valorizadas em exposição no Palácio Rio Negro

Publicado em 24 de janeiro, 2026

Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Da Redação – A exposição “Mãos que Criam e que Contam Histórias” integrou a programação cultural do Palácio Rio Negro, Centro, zona sul de Manaus, na sexta-feira (23). A mostra, que conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, teve obras que transformam saberes cotidianos em linguagem artística a partir das vivências do Grupo Diamantes Verde e Rosa.

A exposição reuniu trabalhos em tecido, pintura, crochê e outras técnicas desenvolvidas ao longo da vida das participantes, agora ressignificadas como expressão estética e narrativa visual. Cada obra carrega fragmentos de memória, experiências pessoais e visões de mundo construídas ao longo dos anos.

Segundo a curadora da exposição, Guilhermina Terra, a iniciativa nasceu do encantamento das idosas ao visitarem uma galeria de arte. “Muitas nunca tinham pisado em uma galeria. A partir desse encantamento, pensamos: vamos transformar a técnica que elas já dominam há anos em arte, em uma narrativa artística. Por isso o nome Mãos que Criam e que Contam Histórias, porque elas contam suas histórias de vida por meio do que já sabiam fazer”, explica.

Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Durante a programação, 14 idosas apresentaram seus quadros ao público, compartilhando as histórias que deram origem às obras. A abertura contou ainda com uma apresentação de dança das artistas Laura Fernanda e Elza Lisboa, acompanhadas pela violinista Mariana Terra.

Para a artista expositora Katiane Santos, a experiência representa a realização de um sonho antigo. “Eu sempre gostei de dançar, sempre tive vontade de estar na avenida, e foi na dança que eu me encontrei. Quando surgiu essa oportunidade de fazer arte, eu peguei tudo que eu guardava, miçangas, colares que iam se quebrando com o tempo, e transformei isso em um quadro”, diz.

A curadora destaca ainda que a exposição amplia o olhar sobre envelhecimento e criação artística. “Elas escolheram a técnica, apresentaram suas obras e mostraram que essas histórias de vida podem virar arte, beleza e estética. Agora essas obras ficam expostas no Palácio, o que é uma alegria enorme, porque permite que a sociedade conheça a visão de mundo que elas têm”, afirma Guilhermina.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.