
Renan e Renald são acusados de extorquir família e de atuar em uma organização criminosa. Foto: Divulgação
No início da tarde desta terça-feira (1º/11), foram presos os irmãos Renald Pereira da Silva, 20, e Renan da Silva Azevedo, 21, integrantes de uma organização criminosa que atua na cidade. Eles são acusados de extorsão.
De acordo com Juan Valério, os irmãos receberam voz de prisão por volta de meio-dia, após se apresentarem, acompanhados de advogado, no prédio da Delegacia Geral, situada na Avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste da cidade, onde funciona a base do DRCO.
Conforme o delegado Juan Valério, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), os infratores participaram de um crime de extorsão a uma família que reside na zona Oeste. O fato ocorreu no dia 22 de outubro deste ano, na primeira etapa do bairro Compensa. Na ocasião, foram presos em flagrante pelas equipes do DRCO Abed Vitorino Pena Neto, 21, e Eronilson Pereira Batista, 27, mas os irmãos conseguiram empreender fuga do local.
“A partir do depoimento de um dos integrantes da organização criminosa, que apontou os irmãos como participantes do delito, representamos o mandado de prisão em nome dos dois. O documento foi expedido no dia 13 de outubro deste ano, pela juíza Andrea Jane Silva de Medeiros, da 5ª Vara Criminal”, explicou o diretor do DRCO.
Guilherme Torres informou que também havia um mandado de prisão em nome de Wallace Rafael Castro de Oliveira, 30, por participação no mesmo crime, mas ele já está preso na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), onde cumpre pena por tráfico de drogas. O documento foi cumprido no dia 13 de outubro, quando foi expedido, na carceragem da unidade prisional, onde o detento se encontra.
O diretor adjunto do DRCO, delegado Guilherme Torres, explicou, ainda, que Wallace Rafael ordenou que o grupo extorquisse a família. “Houve um extravio de entorpecentes em uma casa e o grupo acusou a família de um açougueiro de 42 anos pelo fato porque o imóvel pertencia às vítimas e era alugado a um indivíduo envolvido com o tráfico de drogas”, disse Guilherme Torres.
Segundo o delegado, a partir desse fato, o açougueiro e os familiares dele passaram a ser ameaçados de morte pelo grupo, caso não efetuassem o pagamento do valor da droga, supostamente roubada. O açougueiro chegou a entregar R$ 13 mil em espécie aos infratores na época.
Torres ressaltou que as funções no grupo eram bem definidas, com Wallace atuando como líder do bando e Renald braço direito do detento. Já Renan contratava pessoas para integrar o bando. Eronilson foi contratado para ficar de olheiro no momento do crime e Abed recebia o dinheiro.
Renald e Renan foram indiciados por extorsão e por integrarem organização criminosa.
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