
Professor é preso em Manaus por importunação sexual contra aluna
Um professor de matemática de 34 anos foi preso nesta sexta-feira (19/09) em Manaus, suspeito de estupro de vulnerável e importunação sexual. O homem é investigado por crimes contra três alunas de 13 e 14 anos, cometidos em uma escola pública da cidade. A prisão ocorreu no bairro Gilberto Mestrinho, na zona leste da capital.
A investigação teve início há 20 dias, após as adolescentes, acompanhadas de suas mães, procurarem a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) para formalizar a denúncia. A delegada Kássia Evangelista, responsável pelo caso, afirmou que as acusações apontam para um “comportamento reiterado” do professor.
“Pelo teor das denúncias que foram apuradas, esse indivíduo tem um comportamento reiterado com as alunas no sentido de agarrá-las à força, chegando até a forçar beijo lascivo, a tocar em suas partes íntimas e a enviar vídeos autorais de teor pornográfico para as alunas em redes sociais”, explicou a delegada.
As vítimas de importunação sexual, de 14 anos, relataram em depoimento que o professor as abordava no ambiente escolar, passando a mão em seus corpos e tentando agarrá-las. Já a vítima de estupro de vulnerável, uma adolescente de 13 anos, contou que o suspeito a beijou à força dentro de uma sala de aula e tocou em suas partes íntimas.
Diante da gravidade das denúncias, a delegada representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi acatada pela Justiça. A prisão foi efetuada e, agora, o homem responderá pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual. Ele permanecerá à disposição da Justiça.
A delegada Kássia Evangelista ressaltou a importância de que outras possíveis vítimas se manifestem. “Há a possibilidade de que haja outras vítimas, então é importante destacar que elas devem procurar a unidade especializada para formalizar a denúncia e para que possamos dar andamento na responsabilização do autor”, declarou.
Ela também fez um apelo para que pais e responsáveis estejam atentos aos comportamentos de crianças e adolescentes. “É preciso dar credibilidade a elas [as crianças e adolescentes] quando verbalizam que estão sendo vítimas de algum crime sexual”, pontuou a delegada. “Muitas vezes as denúncias não são levadas adiante, pois as vítimas pensam que as suas palavras serão invalidadas e acabam por silenciar-se”.