17/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Governo do AM detalha avanços do Saúde Digital em oficina de Telessaúde

Publicado em 19 de julho, 2025

Governo do AM detalha avanços do Saúde Digital em oficina de Telessaúde

Segundo José Ronaldo de Castro, do IBMEC, sanções comerciais ampliadas afetariam desde a indústria de transformação até serviços estratégicos como GPS, com impactos severos na economia brasileira. (Foto: Reprodução)

O Brasil corre o risco de sofrer impactos severos em sua economia caso haja um agravamento das tensões diplomáticas com os Estados Unidos, alerta o economista José Ronaldo de Castro, do IBMEC. Segundo ele, a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano — hipótese aventada diante do atual cenário político — poderia representar o colapso das exportações brasileiras para aquele país.

“Mesmo que algumas remessas específicas continuem, o cenário se tornaria praticamente impeditivo para grande parte da pauta exportadora brasileira”, disse Castro. Ele destaca que as vendas brasileiras para os EUA vão além de commodities, envolvendo setores industriais mais sofisticados, como o de aeronaves e manufaturados.

A preocupação do economista se estende à dificuldade de substituição desse mercado. “Encontrar destinos alternativos levaria tempo, e só poderia ser feito parcialmente, devido à baixa competitividade da indústria brasileira e às especificidades do comércio bilateral com os Estados Unidos”, afirmou.

Além dos produtos físicos, o setor de serviços também seria duramente atingido. Dados citados por Castro indicam que cerca de 37% das importações brasileiras de serviços vêm dos Estados Unidos, enquanto mais de 40% das exportações brasileiras nesse setor têm como destino o mercado norte-americano.

O impacto se tornaria ainda mais amplo em caso de sanções tecnológicas, como o bloqueio de serviços de localização por satélite, fornecidos por sistemas como o GPS americano. “Afetaria virtualmente todos os setores da economia, desde a logística até o agronegócio, além da vida cotidiana da população”, pontuou o especialista.

Diante do risco de escalada, Castro defende uma solução diplomática. “Nenhum dos dois países ganha com uma guerra de tarifas ou embate político. A diferença é que o Brasil teria muito mais a perder proporcionalmente, dada sua dependência do mercado americano”, concluiu.

A análise surge em meio a especulações sobre a possível retomada de uma política protecionista e de sanções comerciais por parte de um eventual segundo governo de Donald Trump.

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