06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Defensoria acompanha situação de famílias na ocupação Marielle Franco, em Boca do Acre

Publicado em 18 de julho, 2025

Defensoria acompanha situação de famílias na ocupação Marielle Franco, em Boca do Acre

Ação integra a edição 2025 do programa Justiça Itinerante Cooperativa, que levou atendimentos a municípios da Amazônia Legal. (Foto: Divulgação)

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio Núcleo Especializado na Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, realizou visita à ocupação Marielle Franco, localizada em Boca do Acre.

A ação integrou a edição de 2025 do programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que este ano atendeu a dois municípios de dois estados da região: Boca do Acre, no Amazonas, e Xapuri, no Acre. Em 2024, os municípios contemplados foram Humaitá e Lábrea.

Durante a visita, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) comunicaram às famílias da comunidade Marielle Franco a arrecadação, pelo Incra, de 28 mil hectares. Além disso, foi anunciada a criação de projeto de assentamento para os diversos agricultores familiares que vivem nessa terra, um importante passo para garantir o direito à moradia e à subsistência de diversas famílias, que há anos têm enfrentado o risco dos constantes conflitos fundiários no sul do Amazonas.

Paulo Araújo, um dos líderes da comunidade, que atualmente é acompanhado pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (PPDDH/MDHC), destacou a importância da Defensoria Pública do Estado do Amazonas na garantia dos direitos das pessoas da comunidade e agradeceu a atuação diligente dos defensores do Polo do Purus.

Em 2023, a DPE-AM conseguiu evitar reintegração que teria deixado desalojadas diversas famílias. Além disso, atuou para restituir a liberdade da liderança local.

De acordo com o defensor público João Gustavo H. M. Fonseca, desde o acirramento dos conflitos na região, a Defensoria Pública tem acompanhado de perto os comunitários, colocando-se de forma intransigente ao lado dos que mais precisam. Os assistidos têm percebido que a atuação defensorial garante os direitos.

“Diante da complexidade dos conflitos no sul do Amazonas, a Defensoria Pública tem sempre atuado de forma sensível, estratégica, multidisciplinar. O direito à terra representa, no fim, a possibilidade de exercício de todos os outros direitos: quem vive na zona rural precisa de um chão para pisar, para plantar, onde morar, onde estudar, precisa disso e de segurança para viver ali”, disse o defensor público.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.