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Uma forte tempestade atingiu o município de Manicoré (localizado a 332 quilômetros a sudoeste de Manaus) na segunda-feira (10), trazendo consigo precipitação de granizo, ventos intensos e descargas elétricas que pegaram os moradores de surpresa. O episódio climático atípico aconteceu justamente no dia em que o Amazonas registrou as marcas térmicas mais altas de todo o ano de 2026.
Enquanto o município de Boca do Acre anotava mais de 37 °C, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), consolidando-se como a maior temperatura do estado, Manicoré vivenciava uma realidade oposta. O temporal trouxe consigo forte precipitação, rajadas de vento de grande intensidade e a queda de pedras de gelo, tudo isso em pleno período de estiagem.
De acordo com informações repassadas pelo Departamento de Meteorologia local, o acumulado de chuvas chegou a 22,8 milímetros no intervalo de apenas uma hora, volume que equivale à média climatológica esperada para todo o mês de agosto naquela localidade. Vídeos e imagens feitos por populares e difundidos nas redes sociais mostram a violência do fenômeno, bem como as pedras de granizo recolhidas no solo.
A ocorrência meteorológica se deu em meio a uma fase caracterizada por calor intenso e baixos índices pluviométricos em grande parte do território amazonense. Na capital, por exemplo, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) registrou apenas 3,5 milímetros de chuva nos primeiros dez dias do mês, montante que representa cerca de 1% da média histórica para agosto.
Na mesma segunda-feira, Manaus atingiu a marca de 36,1 °C, superando o recorde anterior de dia mais quente do ano, estabelecido um dia antes com 35,4 °C.
As rajadas de vento associadas à tempestade em Manicoré também afetaram o Rio Madeira, onde a força das lufadas provocou ondas de grande porte, popularmente chamadas de “banzeiro”, e recobriram a superfície das águas com uma camada de espuma.
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