O Amazonas comemora, por agradável coincidência histórica, sua emancipação política como unidade da federação, a Elevação à Categoria de Província, dois dias antes da Independência do Brasil. São datas marcantes, tocantes, cuja lembrança anual, com desfiles e fanfarras, tem papel fundamental na formação cívica de todos nós. E permite reflexão sobre o papel do amazonense na vida brasileira.
A economia estadual continua girando em torno do Polo Industrial de Manaus (PIM). O Brasil, por conta disso, se acostumou a imaginar que os incentivos fiscais sustentáculos do modelo são dádivas, benemerência, para alguns até esmola. Quem pensa assim – e graças a Deus eles são cada vez menos – esquece do papel que o PIM exerce na preservação da Floresta Amazônica, o maior patrimônio nacional; da substituição de importações, que economiza bilhões em divisas, a partir do momento em que importamos peças e internamos produtos de alta tecnologia; e que nossas indústrias são fundamentais na transformação do Amazonas no maior pagador de impostos federais de toda a Região Norte.
O povo amazonense construiu, enfim, um panorama que lhe permite encarar com altivez os demais brasileiros. Quem preserva 98% da cobertura vegetal, tendo em seu território o maior percentual da Hileia Amazônica é herói, jamais vilão.
O 5 e o 7 de setembro nos permitem refletir sobre a divisão nacional de riquezas, com o Estado de São Paulo ostentando o segundo maior orçamento da América do Sul, atrás apenas do próprio Estado Brasileiro, e a cidade de São Paulo ocupando o terceiro lugar. Enquanto isso, as maioria dos demais Estados luta desesperadamente para fechar o balanço anual.
O Amazonas não pode cultivar o erro de imaginar que a luta por mais e mais incentivos é a única porta para manter o status quo e alcançar o desenvolvimento. Estamos prestes a adensar alternativas, como são o petróleo de Coari, Tefé, Carauari e Tapauá, a cassiterita de Nova Olinda, Itacoatiara e Silves, o calcário do rio Sucunduri, a inclusão de sabores regionais à alta gastronomia.
Todos os dias, nos últimos tempos, uma oferta chinesa bate à nossa porta, com juros baixos e caminhos novos, via Suframa ou empresas privadas, como mais uma prova de que o Amazonas é viável. A China é o grande player mundial e seu crescimento astronômico se deve justamente à capacidade de enxergar o potencial de riqueza.
A Universidade Estadual do Amazonas (UEA) vai espalhando a educação pelo interior e, focando cada vez mais na vocação econômica de cada calha de rio, constrói um ciclo de riqueza que explodirá num futuro próximo.
Nosso destino está em contribuir para tornar nosso País ainda maior, desenvolvido, distante das mesquinharias, dos preconceitos e da política feita sem espírito público.
A História uniu as datas do Amazonas e do Brasil. Tornou perene o que é fato. Nosso povo tem fundado orgulho de ser brasileiro e vai mostrar a seus irmãos sua vocação de progresso, a capacidade de superar obstáculos.
Parabéns Amazonas. Parabéns Brasil.
* Marcos Rotta é deputado estadual, vice-presidente da Assembléia Legislativa e presidente da Com...