A deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB) e o deputado Luiz Castro (Rede) ingressaram nesta terça-feira, 29 de dezembro, com representações no Ministério Público Estadual e Federal cobrando providências para o colapso que se instalou na saúde pública do Estado. Salários atrasados há três, falta de material básico para atendimento e estrutura precária são alguns dos problemas denunciados por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos administrativos, terceirizados e outros trabalhadores do sistema.
Pela manhã, os dois parlamentares tiveram uma reunião com promotores Jefferson Neves Carvalho (subprocurador-geral), Vicente Augusto Oliveira e Aguinelo Balbi Júnior na sede do MPE ao lado de representantes dos trabalhadores da saúde. Ficou acertado que o Ministério Público criará um comitê para acompanhar a situação do atendimento de urgência e emergência nos hospitais.
Alessandra lembrou que o problema da saúde no Estado é crônico conforme ela constatou em recente visita ao Cecon, mas enfatizou que existem recursos para melhorar o atendimento. No entanto, hoje a deputada considera que o sistema está em colapso porque, além da infraestrutura sucateada, estão faltando materiais básicos nos hospitais.
“O momento é de colapso. O governador precisa tomar uma atitude, criar um comitê de gestão, de crise, e realmente dar uma prioridade à saúde porque têm pessoas sendo amputadas, pessoas morrendo por falta de material. Não estamos falando de buraco na rua ou de obras paralisadas, mas de vidas de pessoas que estão sendo perdidas e isso é gravíssimo”, declarou a vice-líder da oposição. “O problema pode se agravar quando os servidores que estão há três meses sem receber pararem de vez. Aí o nosso problema vai ser pior que o do Rio de Janeiro”, advertiu.
Para o deputado Luiz Castro, o problema é de gestão. Ele acha que o Governo está priorizando o pagamento de empreiteiras em detrimento da saúde.
“O Governo não pode deixar de reconhecer que há uma crise e tem que tomar uma atitude. O nosso entendimento é de que o Ministério Público Estadual e Federal, e as Defensorias Públicas do Estado e da União precisam se unir e atuar para pressionar o Governo do Estado a tomar as medidas necessárias”, afirmou o parlamentar.